Política

MAIS UMA MANOBRA

Centrais sindicais “suspendem” greve nacional de 5/12: só a base pode impor um plano de luta

Na manhã desta sexta, 1/12, as centrais sindicais anunciaram a “suspensão” da greve nacional que haviam convocado para o dia 5/12. O Esquerda Diário conversou com Diana Assunção, do MRT e diretora de base do Sintusp, e Marília Rocha, do MRT e diretora do Sindicato dos Metroviários, sobre esse fato.

sexta-feira 1º de dezembro| Edição do dia

Diana Assunção afirmou:

“Desde que foi chamada essa greve nacional para o dia 5/12, nós colocamos todas as forças do MRT, através do Esquerda Diário e em cada local de trabalho, para que houvesse uma mobilização dos trabalhadores forte na base, alertando de que essa era a única forma de impor uma greve efetiva. Dizíamos que não podíamos confiar nas direções das centrais, alertando que estava colocada a possibilidade de mais uma manobra da burocracia sindical para desarmar nossa mobilização. Chamaram a greve sem preparação prévia, já apontavam que se fossem fazer a greve não iam paralisar todos os setores e centraram peso somente nas negociatas por cima, pelas costas dos trabalhadores, e não para organizar uma verdadeira greve com assembleias e comitê,s por exemplo. É mais um episódio que mostra o caráter nefasto dessa burocracia, que entrega nossos direitos, que nos traiu no 30 de junho e não organiza nenhum plano de luta. CUT e CTB fecharam com a Força Sindical e a UGT para mais uma vez trair os trabalhadores, assim como o PT, estão perdoando os golpistas e atuando conjuntamente.”

Marília Rocha, por sua vez, disse:

“Mesmo sem a burocracia sindical fazer qualquer mobilização séria, mais uma vez os trabalhadores mostraram sua disposição de luta. Foi sensível de como havia em amplos setores disposição de parar, assim como apoio da população, que já sentimos nas panfletagens que fizemos nas estações do metrô. Essa força não pode se dispersar agora, é fundamental que mais essa manobra da burocracia, e nossa raiva de que eles sigam sem organizar um plano de luta sério, sirva para manter nossa mobilização, tomando a organização dos trabalhadores pela base como nosso desafio indispensável para defender nossos direitos, superar essa burocracia sindical e aprofundar a crise entre os de cima que foi um dos fatores importantes que levou ao adiamento da votação. As centrais dizem que “Se marcar a data da votação, o Brasil vai parar”, mas a única forma de não virem com mais esse ataque é mostrar nossa força com greve e nas ruas. Não aceitemos nenhuma trégua, aprofundemos nossa mobilização na base, para impor uma paralisação nacional e um plano de luta que enterre de vez a reforma da previdência, mas que avance para anular a reforma trabalhista e outros ataques”

Veja também declaração de Diana Assunção, dirigente nacional do MRT e trabalhadora da USP:




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