Mundo Operário

PREPARAR A GREVE GERAL

Centrais se reúnem em Porto Alegre para preparar o dia 28 no RS. Exigimos medidas efetivas

Na tarde desta quarta-feira (6), dirigentes das principais centrais sindicais do sul do país se reuniram para debater a construção da paralisação nacional do dia 28 de Abril contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e a terceirização. A reunião ocorreu na sede da UGT em Porto Alegre e estavam presentes representantes da CUT, CTB, UGT, Força Sindical, Nova Central, Intersindical e CSP-Conlutas.

sexta-feira 7 de abril de 2017| Edição do dia

Segundo o dirigente da CUT, Claudir Nespolo, a ideia é “criar um clima de greve geral e avisar que a hora de parar é agora”. Uma agenda unitária de mobilização foi criada , onde a próxima reunião das centrais está marcada para o dia 09/04, na sede da Força, uma reunião estadual do transporte está marcada para o dia 13/04, também na sede da Força, uma panfletagem unitária no dia 20/04 e uma plenária de mobilização das centrais sindicais, em Porto Alegre, às 9h, no dia 26/04.

Apesar do tom elevado do discurso, as ações ainda são pequenas ou nulas nos locais de trabalho. A Força Sindical, diferente da CUT, não fala em greve geral. Chamas atos e mobilizações, e já demonstra, como em rodoviários de Porto Alegre, que não vai chamar a parar ou minimamente organizar uma assembleia para discutir o dia 28.

O presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo fala em tirar a “greve geral da clandestinidade” levando as discussões para os locais de trabalho, mas os sindicatos cutistas não estão muito em sintonia. Até hoje por exemplo, o sindicato dos bancários sequer tem divulgação em seu site da paralisação ou “greve geral” do dia 28. A reunião das centrais tirou uma agenda, que inclui reuniões com os setores dos transportes e panfleteações na esquina democrática. Não temos noticia, no entanto, de como vai ser organizada a paralisação nos sindicatos mais importantes. Assembleias, ou reuniões por local de trabalho, ou estão sendo feitas na mais absoluta clandestinidade, ou simplesmente não estão acontecendo.

Porto Alegre não parou no dia 15 de março e no que depender dessas reuniões de cúpula não vai parar dia 28 de abril. Só a organização de base e a pressão vindo de baixo podem tornar efetiva a paralisação que os dirigentes anunciam, mas não organizam.

Mas essa organização não vai surgir do nada. É preciso que os sindicatos combativos e as oposições se organizem para impor um plano de luta serio para tonar real a greve geral no dia 28 de abril e barrar todos os ataques, a nível federal, estadual e municipal.
Uma posição firme do Sindicato dos Metroviários, filiado a CSP/Conlutas chamando os trabalhadores e parar os trens no dia 28 seria um passo fundamental. Um grande comitê poderia ser criado a partir do Sindimetrô, que se unificasse com a oposição em rodoviários, articulando as ações para quebrar a paralisia do sindicato dos rodoviários e de fato parar o transporte da cidade.

Os parlamentares do PSOL também poderiam cumprir um grande papel, desmascarando aos olhos de milhões de gaúchos a falta de um plano de lutas efetivo por parte das centrais sindicais, e propondo medidas unitárias para realmente para o Porto Alegre, o Rio Grande do Sul no dia 28 de abril.




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