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Centrais Sindicais boicotam "esquenta" da greve geral em Porto Alegre

quarta-feira 21 de junho| Edição do dia

Como consequência de sua política de não construir com toda força a greve geral marcada para o próximo dia 30, as centrais sindicais boicotaram a manifestação desta terça (20) em Porto Alegre, convocada como parte do que chamaram de "esquenta" para a paralisação.

Talvez a mais esvaziada de todas as marchas contra Temer e as reformas ocorreu nesta terça-feira em Porto Alegre. O ato com concentração na Esquina Democrática chegou a constar no calendário da CUT/RS como parte do que as centrais chamaram de "esquenta" para a greve geral do dia 30, porém o que se viu na marcha, curta e vazia, não foi nada disso.

As maiores centrais sindicais do país, CUT e CTB, não só não colocaram seu aparato a serviço de construir e convocar a manifestação, como simplesmente dividiram a concentração do ato. Enquanto a CSP-Conlutas e outros coletivos estavam na Esquina Democrática, CUT, CTB, e outros grupos juntaram algumas pessoas no Largo Glênio Peres, pouco mais de uma quadra de distância da outra concentração.

Da mesma forma que nas milhares de categorias em que dirigem sindicatos as grandes centrais sindicais do país não estão organizando os trabalhadores para parar tudo no dia 30, convocando assembleias ou mesmo fazendo panfletagens e debates massivos sobre a paralisação, também o ato desta terça foi boicotado.

As centrais mantêm unidade na pauta de "Diretas já", ou mesmo em sua a variação de "Eleições gerais já", e também na política de não colocar todo seu peso para construir a greve geral. Entretanto, preferem não manter nem a mínima unidade nas ações, como atos de rua, enfraquecendo o movimento e se negando a travar uma luta séria contra as reformas. O que deveria ser um "esquenta" acabou se convertendo em demonstração de fraqueza.

Os atos desta terça-feira, sem dúvida dos mais esvaziados desde o golpe, mostram mais uma vez a absurda traição que está sendo preparada principalmente pela CUT e pela CTB. Enquanto se concentram na campanha eleitoral de Lula sob a consigna de "Diretas já", se negam a construir a luta que precisa ser travada agora, contra as reformas e para derrubar Temer.

A classe trabalhadora mostrou, na greve geral do dia 28 de abril e também na manifestação em Brasília no dia 24 de maio, enorme disposição e combatividade para derrotar as reformas com suas próprias forças. Se agora as centrais traem mais abertamente suas bases, isso ocorre principalmente porque essas direções temem que a revolta dos trabalhadores fuja de seu controle. Sendo assim, se faz ainda mais necessário tomar em nossas mãos a greve geral de 30 de junho! Organizar comitês de base em cada local de trabalho, impor que, mesmo contra sua vontade, essas direções burocráticas convoquem assembleias e cumpram as deliberações dos trabalhadores, é uma tarefa ainda mais urgente neste momento.




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