Educação

DEMISSÕES ESTÁCIO

Centenas se manifestam no centro do Rio e luta contra as demissões na Estácio continua

Na tarde desta segunda (11) centenas de estudantes e professores da Estácio se manifestaram no centro do Rio de Janeiro contra as 1200 demissões arbitrárias da empresa.

segunda-feira 11 de dezembro de 2017| Edição do dia

A manifestação foi viva e repleta de revolta. Estudantes e professores somaram forças e foram ao centro do Rio para denunciar a absurda decisão da empresa de demitir 1200 professores do dia pra noite, implementando a reforma trabalhista com rapidez.

As falas ressaltaram como a atitude vergonhosa da empresa, que humilhou professores e deixou estudantes sem seus mestres de uma hora pra outra, se trata da implementação imediata da reforma trabalhista, já que demitem funcionários antigos para recontratar outros com contratos de trabalho precarizado sob as novas regras trabalhistas depois da reforma.

O que querem é professores ganhando apenas pelas horas trabalhadas, no novo regime de trabalho intermitente que a reforma legaliza, um regime ultra precário de trabalho em nome de lucros ainda mais exorbitantes de uma empresa que já lucra muito com o que deveria ser um direito de toda a população, a educação.

A manifestação de hoje, que aconteceu logo depois da audiência publica convocada pela justiça do trabalho depois da decisão de suspensão de parte das demissões tomada na semana passada, mostrou que os estudantes e professores não vão se acomodar e confiar na justiça e que a luta tem que seguir.

Quase paralelamente ao ato, a coluna de Lauro Jardim no Globo divulgou que a suspensão das demissões feita pela justiça do RJ através de ação emitida pelo Sindicato dos Professores do Município havia sido derrubada pela Estácio, que já tinha avisado que recorreria na justiça contra a liminar. A Estácio recorreu e foi atendida pelo desembargador José Geraldo da Fonseca.

Essa decisão do desembargador reafirma a necessidade de manter o clima do ato de hoje, é preciso ampliar a mobilização e derrubar essas demissões com a luta, sem confiança nessa justiça que é tão golpista e capacho dos empresários quanto os que fizeram essa reforma trabalhista para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e jovens.

Cada humilhação relatada, em que professores foram retirados de suas aulas, de bancas de teses, impedidos de entregar provas corrigidas aos seus alunos, conduzidos coercitivamente para a demissão (!), precisa se tornar organização para seguir a luta até derrubar as demissões.

Hoje nós jovens da Faísca - Juventude Anticapitalista e Revolucionária participamos do ato junto com estudantes e professores da Estácio porque repudiamos as 1200 demissões. Fomos levar nosso apoio junto a estudantes da PUC, UERJ e secundaristas, além de oferecer o Esquerda Diário como ferramenta, onde estamos impulsionando uma campanha nacional, com expressões de apoio também desde a USP e Unicamp, além de jovens e trabalhadores do Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul contra as demissões e pela abertura dos livros de contas, já que o lucro exorbitante que teve esse que é um dos maiores monopólios de educação que atua no país mostra que a crise é uma desculpa para explorar mais os trabalhadores e um profundo descaso com a educação.

Derrubar a reforma trabalhista na Estácio: reintegração já dos 1200 demitidos!




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