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Centenas ocupam as ruas de Natal no dia de greve nacional da educação

Nessa quarta-feira, 2, ocorreu em Natal uma manifestação da greve nacional de educação, com cerca de 1000 pessoas, entre estudantes dos institutos federais e da UFRN e funcionários técnicos.

quinta-feira 3 de outubro| Edição do dia

Foto: Adriano Abreu

A concentração ocorreu em frente ao IFRN central e caminhou até a FIERN, onde ocorreu uma apresentação de rappers da cidade.

O ato fez parte das manifestações chamadas para os dias 2 e 3 de outubro pela UNE como dois dias de greve nacional na educação, em repudio ao Future-se e cortes na educação, que ameaça privatizar o conjunto das universidades publicas, sobretudo as federais, via OSs e financerização dos recursos.

Contou com paralisações de curso, como na UFRN, que se deram sem que os estudantes pudessem se organizar nas assembleias. As que ocorreram em alguns cursos, se deram a revelia da disposição dessa entidade de organizar assembleias e reuniões através dos DCEs e CAs que dirigem país afora. Na UFRN, a assembleia foi convocada com horas de antecedência por parte da gestão do DCE, dirigido pela UJS, Levante e juventudes petistas.

Era fundamental que organizações que compõem a Oposição de Esquerda da UNE, e que estão no DCE da UERN (dirigido pelo Juntos e PCB), ou no CA de Serviço Social da UFRN (dirigido pelo PCB), batalhassem nesses lugares para a realização de assembleias e espaços de autoorganização, que pudessem conformar um polo antiburocrático no estado a serviço da coordenação da luta nas universidades, como na UFSC, na UFMG, e ao lado da classe trabalhadora.

A marcha ficou marcada pela presenta do blocos de organizações de juventudes. Dentre eles, estava o bloco da chapa "Pra poder contra-atacar", que disputa as eleições de delegados da ciências sociais do IV CONEUF, composta pela juventude Faísca e independentes.

Conformaram o bloco para defender a necessidade de unificar a luta nas universidades e institutos com a luta dos estudantes da UFSC, que estão há um mês em forte greve e que fizeram um chamado a greve nacional da educação, até agora ignorada pela UNE, que sequer faz um chamado a solidariedade à esta luta.

Também chamaram a massificação das assembleias em cada curso, apontando a necessidade de um comitê nacional que unifique o conjunto dos estudantes das universidades federais, sob ameça do Future-se e do conjunto das reformas dos golpistas e do governo Bolsonaro, sobretudo a reforma da previdência, aprovada em primeiro turno no Senado nessa semana.

Além disso, repudiaram a reunião da governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), com Rodrigo Maia em busca de maiores "devolutivos" aos estados do Nordeste pela maior entrega de fontes de petróleo da história. A chamada cessão onerosa irá entregar o pré-sal de bacias, localizadas majoritariamente no litoral Sudeste, por 40 anos à extração imperialista.

Poços cujo volume correspondem ao mesmo volume de todo petróleo extraído até hoje. Fontes riquíssimas em ouro negro, que sob domínio capitalista, tem manchado as praias do Nordeste nos últimos meses.

Fátima, assim como todos os governadores do Nordeste, seja do PT, PCdoB, PSD, MDB ou PSB, condicionaram seu apoio à Reforma da Previdência à uma maior porção para estes estados dos recursos obtidos com essa venda. Prova de que os estudantes podem confiar apenas na força da sua própria autoorganização e na aliança estratégica com a classe trabalhadores para dar uma saída de fundo a crise e ao conjunto dos ataques que estão colocados. É sob essa bandeira que a juventude Faísca de Natal busca organizar uma juventude revolucionária, antiburocrática e anticapitalista, em cada universidade e escola.




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