CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA

Centenas de mulheres ocupam sede da Nestlé em MG contra a privatização do Aquífero Guarani

A guerra da água começa e o golpista Temer segue com sua política de entregar as riquezas nacionais para exploração capitalistas. Temer quer entregar para a Nestlé o 2º maior aquífero do Brasil, o aquífero Guarani. Em protesto, 600 mulheres ocupam sede na Nestlé em Minas Gerais.

terça-feira 20 de março| Edição do dia

Na manhã de hoje (20), 600 mulheres ocuparam a sede da Nestlé na cidade de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais. A mobilização se deu devido as negociações que o golpista Temer tem encaminhado sobre o segundo maior aquífero do Brasil: o Guarani. A privatização deste aquífero, que seria propriedade da Nestlé, foi pautada pelo Senado e está sendo tratada neste momento no Fórum Mundial das Águas, em Brasília.

Temer avança negociando os aquíferos, e como lógica, o acesso à água no Brasil, mas esse debate não é novo: governos anteriores, incluindo o próprio PT, já realizaram movimentos para encaminhar a venda da água brasileira pras grandes empresas capitalistas, como a Nestlé, que já controla a água em alguns municípios mineiros.

A Nestlé controla 10,5% do mercado da água no mundo, e junto aos acordos com Temer quer avançar para dominar ainda mais, transformando num extenso e lucrativo negócio a venda de um bem natural e vital.

O primeiro dia de Fórum Mundial da Água marcou os desastres ambientais, principalmente Mariana em Minas Gerais, onde a Samarco derramou sua lama tóxica, destruindo flora, fauna e rios de toda a região, e seguindo impune desse crime ambiental.

Recentemente, a empresa Hydro admitiu fazer descartes de dejetos tóxicos e água não tratada no Rio Pará. Os crimes ambientais cometidos pelos capitalistas, bem como o genocídio do povo indígena para o avanço do agronegócio, são escandalosos e seguem na certeza da impunidade.

Veja mais: A Nestlé cobiça o aquífero Guarani: é preciso lutar contra Temer e a casta política entreguista




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