Política

ATOS CONTRA BOLSONARO

Centenas de milhares nas ruas em todo o país para rechaçar Bolsonaro e a extrema direita

De norte a sul do país centenas de milhares de mulheres tomaram as ruas contra Bolsonaro. Esse repúdio à extrema direita foi galvanizado nas redes sociais e se traduziu em fortes manifestações em algumas das principais capitais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

sábado 29 de setembro| Edição do dia

De norte a sul do país centenas de milhares de mulheres tomaram as ruas contra Bolsonaro. Esse repúdio à extrema direita foi galvanizado nas redes sociais e se traduziu em fortes manifestações em algumas das principais capitais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

A imprensa burguesa tentou mostrar falsa imparcialidade ao veicular "atos contra e a favor de Bolsonaro", mas a manobra é tão ridículo que apenas se presta a risos: as manifestações foram contundentes contra o reacionarismo da extrema direita contra as mulheres.

Em mais de 60 cidades, segundo relata o G1, houve atos contra o capitão reformado e candidato do PSL.

Cidades em diferentes países pelo mundo, como Nova York, Londres, Lisboa, Barcelona e Cidade do México também tiveram manifestações contra Jair Bolsonaro, neste sábado.

Veja um pouco de como foi a manifestação em cada cidade:

SÃO PAULO

Além da grande mobilização da capital, que você pode saber mais aqui, outras cidades do estado contaram com atos.


Maíra Machado, candidata a deputada estadual pelo MRT em SP, fala em nome do Pão e Rosas

Rio de Janeiro (RJ)

No Rio de Janeiro, manifestantes contrários ao candidato se reuniram na Cinelândia, no Centro, no início da tarde. Inicialmente, a concentração foi em frente ao Cine Odeon. Às 17h, parte dos manifestantes deixou a Cinelândia e seguiu em passeata por ruas do Centro do Rio. Ainda não há estimativa de público.

Fala de Simone Ishibashi em nome do Pão e Rosas, no RJ

Maceió (AL)

O protesto reuniu milhares de pessoas na orla da Ponta Verde, de acordo com a organização do movimento, 3 mil pessoas participaram do ato. Começaram uma caminhada ás 16h na praça Gogó da Ema, em frente ao antigo Alagoinha, até o Posto 7 na Jatiúca.

Fortaleza (CE)

As pessoas começaram a chegar por volta das 15h e fizeram uma caminhada até as 16:30. A organização afirma que mais de 5 mil pessoas estiveram no ato.

Brasília (DF)

A concentração começou no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente a rodoviária do Plano Piloto. O ato começou por volta das 14:30 e a caminhada ás 15:30, em direção a Funarte, passando pela torre de TV.

Salvador (BA)

Vitória (ES)

Os manifestantes começaram a se concentrar ás 14h, na Praça do Papa. O ato saiu em direção á Praça dos Desejos.

Campo Grande (MS)

O ato teve início às 15h na Praça Cuiabá, no Centro da cidade. A organização estima que 3 mil pessoas participaram do ato.

Belo Horizonte (MG)

As pessoas se concentraram na Praça Sete, no centro da cidade ás 14h e se dirigiram até a Praça da Estação onde foi o encerramento. A organização do ato divulgou um total de 100 mil manifestantes.


Juiz de Fora (MG)

Os manifestante começaram a se reunir no Parque Halfeld, no Centro, desde as 11h. Depois seguiram por diversas ruas do Centro da cidade e foram para Praça Antônio Carlos. A organização afirma que 30 mil pessoas tiveram na participação do ato.

Uberlândia (MG)

Contra Bolsonaro: O ato começou às 14h na Praça Tubal Vilela,no Centro. A previsão era que a manifestação terminasse por volta das 16h, após uma passeata. Não há estimativa de participantes.

Belém (PA)

O ato começou a se concentrar ás 16h no Mercado de São Brás. A organizou informou que 6 mil pessoas participam da manifestação.

João Pessoa (PB)

Os manifestantes começaram a se encontrar na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, no Centro da capital. O ato teve ínicio ás 15h, e a estimativa dos organizadores é de que tiveram mais de 10 mil pessoas.

Recife (PE)

Os manifestantes começaram a chegar na Praça do Derby, no Centro da capital. O ato começou as 14h e a passeata ás 16h. Os manifestantes estimam que tiveram 15 mil.

Caxias do Sul (RS)

A manifestação aconteceu na Praça da Bandeira por volta das 15h.

Porto Alegre (RS)

Aracaju (SE)

O ato começou ás 15h na Avenida Adélia Franco, no bairro Jardins. De acordo com os organizadores do ato, a manifestação teve a participação de 5 mil pessoas

MARÍLIA (SP)

O ato começou por volta das 11h30 em frente à Câmara Municipal e os manifestantes saíram em passeata pela Avenida Sampaio Vidal, e terminou às 13h30 no Centro Cultural. Os organizadores estimam que 500 pessoas tenham participado do trajeto.

Araraquara (SP)

Os manifestantes andaram as ruas São Bento, Portugal e Nove de Julho terminando na Praça Santa Cruz. De acordo com os organizadores, o ato reuniu 1,5 mil pessoas

Mogi das Cruzes (SP)

O ato teve ínicio ás 15:30 no Largo do Rosário, no centro da cidade, e terminou ás 17:45 no Largo do Bom Jesus. Os organizadores afirmam que 1,8 mil pessoas tenham participado da manifestação.

Jundiaí (SP)

Pessoas fizeram seu protesto contra o candidato a presidente na Ponte Torta, no Centro da cidade. A manifestação começou ás 16h. De acordo com os organizadores, cerca de 200 pessoas participaram da manifestação

Natal (RN

Ribeirão Preto (SP)

O protesto contra Jair Bolsonaro começou ás 11:30 e terminou por volta das 16h, na Esplanada do Theatro Pedro II no centro da cidade. Os organizadores do evento afirmam que cerca de 2,2 mil pessoas estejam participando da manifestação

Santos (SP)

Os manifestantes começaram a chegar para o ato na Praça da Independência. De acordo com os organizadores, cerca de 3 mil pessoas participaram da manifestação

São José do Rio Preto (SP)

A manifestação acontece em frente é Prefeitura de São José do Rio Preto, na Avenida Alberto Andaló desde 16h. Os manifestante caminharam pelo Mercadão Municipal na Rua 15 de Novembro e foram até o Anfiteatro Nelson Castro, na Avenida Duque de Caxias.

Taubaté (SP)

As pessoas se concentram na Praça Santa Terezinha por volta de 15h. Aconteceu uma passeata nas ruas próximas á praça

Palmas (TO)

O ato teve inicio por volta das 16h na Praça dos Povos Indígenas, local em que os manifestantes saíram em direção á Assembleia Legislativa, na Praça dos Girassóis.

Uma política de independência de classe, contra a extrema direita e o pacto do PT com os golpistas

Maíra Machado, candidata a deputada estadual pelo MRT em SP, disse que: “As centenas de milhares de mulheres que se reuniram nos atos pelo país mostraram que, se ligamos nossas demandas com as da classe trabalhadora, podemos desencadear uma força imparável contra a extrema direita e os capitalistas. O odiento Bolsonaro quer nos escravizar, a nós mulheres trabalhadoras, negras, LGBTs. Precisamos enfrentá-lo com a força das ruas, das fábricas, das universidades, dos grandes serviços. Enquanto isso, o PT vem tentando fazer um pacto de conciliação com os golpistas, para se apresentar como alternativa para a burguesia. Agora a grande estratégia desse partido é fazer com que todo rechaço das mulheres contra Bolsonaro, seja canalizado para uma impotente estratégia eleitoral, onde a hashtag #elenão, se torna extremamente funcional pois pressupõe a aceitação de qualquer “mal menor” viável, o que nesse momento significa #HaddadSim. O fortalecimento da extrema-direita seguirá existindo, mesmo num eventual governo Haddad. Uma extrema-direita que defende a ditadura militar e tortura, não se enfrenta no voto. E menos ainda com votos em um suposto "mal menor", que já está dando todos os sinais de que quer governar com apoio dos golpistas reacionários do "centrão" e do PMDB que fizeram parte dos governos passados do PT, e talvez até mesmo com o golpista PSDB. Com essa pré-disposição a pactuar com os golpistas e o mercado financeiro, o PT e Manuela D’Ávila já começam a deixar claro que estarão de joelhos para os juízes, os militares e para a extrema-direita, fazendo os tão necessários ajustes contra a classe trabalhadora para manter os lucros dos capitalistas".

Flávia Valle, candidata a deputada estadual pelo MRT em Minas Gerais, completou dizendo: "Por isso, nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, defendemos a necessidade de que a luta contra a extrema-direita e o golpismo passe por defender uma saída anticapitalista, independente do PT e sua conciliação com os golpistas e os patrões. Chamamos as mulheres que querem seguir a batalha contra este golpe institucional a exigir dos sindicatos e dos movimentos de mulheres a luta por uma proposta de emergência: uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que comece debatendo o não pagamento da dívida pública; a igualdade salarial entre homens e mulheres, negros e brancos e a efetivação de todos os terceirizados sem concurso público; a revogação de todas as reformas do governo golpista de Temer e dos governos anteriores; o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, e todas as nossas demandas. Para impor a vontade da maioria explorada e oprimida do país contra a minoria de parasitas que usa as instituições existentes para pactuar contra os nossos interesses. No capitalismo não existe mal menor para as mulheres, por isso batalhamos por essas ideias na perspectiva de um governo de trabalhadores que exproprie os grandes capitalistas e socialize os meios de produção a serviço das grandes maiorias.”




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