Educação

RIO GRANDE DO SUL

Centenas de escolas paralisam e se mobilizam após ataque de Sartori

sexta-feira 1º de setembro| Edição do dia

Desde que o governo estadual do Rio Grande do Sul pagou míseros R$ 350 para os servidores do estado, professores de inúmeras escolas do estado, em especial as da zona metropolitana de Porto Alegre, vem paralisando suas atividades e fazendo manifestações contra Sartori. Desde quarta-feira (30), mais de 100 escolas já paralisaram e saíram às ruas, segundo informes dados pelos núcleos da capital, Guaíba, Canoas e demais cidades do entorno.

Com a menor parcela desde o início do mandato do peemedebista, os professores começam a se rebelar novamente. Há inúmeros casos de impossibilidade de trabalhar devido a falta de dinheiro para gasolina ou sequer pagar as altas tarifas de ônibus. Em alguns casos os juros do banco comeu a pequena parcela de R$ 350, deixando dívidas logo no início de setembro.

Essa situação vem sendo respondida com mobilização. Professores do Instituto Carlos Chagas, uma das maiores escolas de Canoas, por exemplo, organizaram assembleia que decidiu reduzir o turno na quinta-feira, parar as aulas na sexta, ir até o ato chamado pelos núcleos da zona metropolitana no centro de Porto Alegre e reduzir os turnos na segunda e terça feira. Tudo isso organizado em assembleia à revelia da direção da escola.

A escola Paulo Gama paralisou as atividades na sexta feira para atender ao chamado de ato no centro de Porto Alegre convocado pelos núcleos 38º, 39º e das cidades próximas.

Em Caxias do Sul, dezenas de professores e membros da comunidade escolar de diferentes escolas (Cristóvão de Mendoza, a maior escola da cidade, parou quase que por completo) saíram às ruas nessa sexta-feira de manhã para protestar contra o parcelamento.

Assembleia do 39º Núcleo de Porto Alegre decidiu pela construção da greve geral, construção de um fundo de greve e pela criação de um comando de greve geral aberto com representantes eleitos nas escolas, bem como outros encaminhamentos da luta.

Esses são apenas alguns exemplos que demonstram o potencial de mobilização da categoria para combater os ataques do Sartori. O governador descarrega a crise econômica nas costas dos trabalhadores, mas a resistência cresce. O Esquerda Diário e o Movimento Nossa Classe está a serviço da luta dos educadores e do conjunto dos trabalhadores e das comunidades escolares na luta contra o governo.

Com a força da nossa mobilização em cada escola, seguindo os exemplos citados e diversos outros que aparecem nos grupos de professores, temos que exigir que a direção central do CPERS coloque todo seu peso não nas eleições do próximo ano, mas na mobilização, construindo uma forte greve na categoria.




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