Gênero e sexualidade

Casos silenciados de freiras abusadas por padres vêm à tona

terça-feira 31 de julho| Edição do dia

O Vaticano continua sendo um lugar misterioso seja pelos arquivos da inquisição católica que abriga em seus porões, seja pelos escândalos de assédio sexual que repercutem pela imprensa. Infelizmente esse lugar tem feito vítimas de assédio e de violência sexual ao longo de sua história. Freiras impulsionadas por um movimento fizeram denúncias que há décadas escondiam por medo de serem desacreditadas tanto pelo tribunal civil quanto canônico.

Durante muito tempo uma das freiras foi silenciada pelos segredos da Igreja Católica, abusando de posições hierárquicas superiores, um padre italiano a atacou enquanto ela se confessava. No entanto, esse não é o único caso de violência. Uma investigação da AP descobriu que casos ocorreram na Europa, na África e na Ásia. As mulheres na Igreja Católica são vistas como pessoas de segunda categoria e são subordinada aos homens.

A violência na Igreja Católica contra mulheres e crianças é uma permanência histórica em várias obras historiográficas onde os historiadores que trabalham com documentos da Inquisição Católica há relatos de sodomia com crianças, estrupo com mulheres que estavam prestes a morrer e as que se confessavam entre outros casos assustadores. No entanto, a igreja sempre coloca esses casos horrendos embaixo da batina dos agressores e esses seguem na maioria das vezes sem punição.

Esses casos vieram à tona pela união das freiras que impulsionadas pelo movimento #MeToo e reconhecimento de que os adultos são vítimas de abusos sexuais quando há desequilíbrio de poder em um relacionamento. O líderes da igreja estão relutantes em reconhecer os crimes cometidos por sacerdotes e padres. Os crimes cometidos pelos homens ditos religiosos são abomináveis tanto quanto o absurdo número de abusos cometidos contra as mulheres fora dos muros do Vaticano.

O celibato do clérigo é uma farsa que até hoje só serviu para mascarar os crimes da Igreja, uma invenção que surgiu junto a igreja no século V, para evitar que a Igreja Católica, instituição mais poderosa e rica na Idade Média, tivesse herdeiros.

As mulheres na América Latina devem se levantar contra todo tipo de opressão inclusive da Igreja Católica. Façamos como as Argentinas que mesmo tendo o papa originário de seu país foram as ruas exigindo a legalização do aborto. Essas mulheres não se curvaram a doutrina imposta pela religião e foram as ruas por seus direitos. O grupo de mulheres do Pão e Rosas no Brasil, convoca todas e todos para o ato dia 08/08, as 18h na frente do consulado Argentino pela legalização do aborto.




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