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RACISMO INSTITUCIONALIZADO

Casos de Autos de Resistência sobrem 35% este ano no Rio de Janeiro

Os números são de janeiro a julho deste ano em relação ao ano passado, os autos de resistência não passam de um argumento jurídico para legalizar o massacre diário contra a juventude negra nas favelas, por parte da policia e do exército.

sexta-feira 25 de agosto| Edição do dia

Os autos de resistência, na prática expedientes jurídicos para legalizar o extermínio da juventude negra por parte da policia subiram em 35% de janeiro a julho deste ano em relação ao ano passado. Os policiais matam, alegam auto de resistência e assim, são julgados com a certeza da impunidade, sem a necessidade de ouvir testemunhas que não os próprios militares e nem preservar a cena do crime.

No acumulado do ano houve um aumento de 12% nos casos de morte violenta, isto é, latrocínio, homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e autos de resistência, foram 3911 de janeiro a julho contra 3471 no mesmo período do ano passado. Os dados são Instituto de Segurança Pública (ISP) e publicados no Globo.

No começo deste ano o numero de autos já havia subido 84,9%, 53 registrados em janeiro de 2016 para 98 no mesmo período em 2017, também segundo o ISP.

Os autos de resistência justificam o diário assassinato da juventude negra, o aumento desse tipo de crime é revelador do massacre a que é submetida toda o dia a população das favelas sob uma falsa égide da guerra ás drogas, que só serve aos lucros da industria armamentista e dos grandes traficantes, que estão muito longe das favelas.

O numero aumentará efetivamente em agosto, quando a realidade se choca com a ocupação militar do Rio de Janeiro, através do Plano de Segurança Nacional destinado a reprimir trabalhadores, pobres e negros. Diversas denuncias de abusos na operação tem surgido, principalmente na favela do Jacarezinho, onde 22 mil crianças sem aula há 7 dias e pelo menos 7 pessoas foram mortas, 15 escolas fecharam as portas sem previsão de volta.

Foto: Patrick Granja - Jornal A Nova Democracia




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