SALVADOR BA

Casarão pega fogo no Centro Histórico de Salvador, 24h após incêndio no Museu Nacional

Mais um prédio histórico é vítima de descaso, assim como o Museu Nacional no Rio de Janeiro, que abrigava o maior acervo científico de país. Desta vez, o incêndio acontece no Centro Histórico de Salvador, Bahia, um dia depois do incêndio no Museu.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

terça-feira 4 de setembro| Edição do dia

O casarão de dois andares se localizava na Avenida José Joaquim Seabra, região de comércio de Salvador, na Bahia, e foi arrebatado por um incêndio que teve início às 21h40 do dia de ontem. O fogo foi controlado somente às 3h da manhã de hoje, terça (4), apesar da equipe de 40 homens do corpo de bombeiros. Não se tem notícia de feridos, por enquanto, e a vistoria ainda avalia os danos aos alicerces do casarão.

Mesmo que a Câmara Municipal de Salvador tenha aprovado um projeto de recuperação compulsória, ela ainda está sob responsabilidade dos proprietários privados desses prédios. No entanto, como vimos no início da semana com o dano irreparável ao Museu Nacional, prédios históricos, que são patrimônios históricos, não são a prioridade do governo Temer. A culpa dessas tragédias é da continuidade do golpe institucional que está cortando direitos e verbas básicas para a manutenção da nossa História e Ciência, como o congelamento de gastos com educação durante 20 anos com a PEC 55/241.

A política de cortes e privatizações levada adiante pelo governo golpista de Temer é responsável por mais esta tragédia, que aniquilou para sempre documentos históricos do acervo deste Museu que é patrimônio de todos cariocas, fluminenses e de todo o Brasil, no caso do Museu Nacional.

Por isso, devemos cercar de solidariedade o Museu Nacional e escancarar como os golpistas querem transferir dinheiro público diretamente aos banqueiros através do pagamento da dívida pública, enquanto abandona os serviços essenciais para o desenvolvimento social e cultural da nação. Precisamos exigir que cessem com os ataques à educação, aos serviços públicos, à ciência e tecnologia e à cultura do povo, e principalmente que cessem o pagamento da dívida pública, que é um mecanismo para sugar todas os recursos do nosso país.




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