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Cartel do metrô de SP: Siemens propõe devolver R$ 1 BI porém se nega a revelar nomes dos políticos envolvidos

segunda-feira 4 de dezembro| Edição do dia

Segundo matéria publicada hoje no jornal Estado de São Paulo, a Siemens avança num acordo de indenização de R$1 bi com o Estado, mas se nega a entregar agente públicos e privados envolvidos nas operações de cartel envolvendo a manutenção de trens do Metrô e da CPTM no período entre 1998 e 2008.

Grande parte dos crimes de corrupção que seriam parte da operacionalização do cartel prescreveram no primeiro semestre de 2016. A morosidade no fluxo de documentos e a resistência da própria Siemens em disponibilizar documentos e informações sobre o envolvimento destes seriam apontados como as causas dessas proscrições.

Ao que tudo indica a multinacional busca agora um acordo que, apesar de assumir parcialmente a pratica de atividades ilícitas no Brasil, mantém o compromisso com setores corruptos tanto da administração pública quanto agentes privados, de blindagem destes.

A prescrição das acusações de vários envolvidos no processo, que significa a anulação das acusações por tempo, livrou a cara de grande parte dos envolvidos e diminui no caso de condenação a pena dos demais que teriam as acusações referentes a corrupção anuladas.

Com a assinatura do acordo agentes públicos e privados terão suas caras lavadas no que diz respeito a todo um jogo de corrupção que foi (e vai continuar provavelmente) muito além da prática de cartel. Políticos aqui, leiamos fundamentalmente o PSDB que não coincidentemente governa o Estado de São Paulo em todo o período apontado nas investigações desde 2008 pelo menos.

A Siemens busca com isso limpar sua ficha no país, fundamentalmente agora que a reforma trabalhista foi implementada e pode garantir “legalmente” maiores ganhos a partir do suor dos trabalhadores.




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