Educação

Escola sem partido

Carta urgente contra o Escola sem Partido: Organizar em unidade a luta na universidade em aliança com os professores

Nós, das chapas ‘Katendê - a educação respira luta’, escrevemos essa carta como forma de fazer um chamado a todos o estudantes e às chapas que hoje disputam as eleições a realizarmos uma campanha unitária contra o projeto de lei Escola sem Partido.

domingo 25 de novembro| Edição do dia

Impulsionado pelo governo reacionário de Bolsonaro, o projeto prevê uma verdadeira censura ideológica contra os professores da educação pública, e tem a possibilidade de ser pautado na câmara dos deputados na próxima semana. Frente ao tremendo retrocesso que isto significa é urgente a mais ampla mobilização dos estudantes, professores e trabalhadores da universidade contra essa medida.

Na última semana foi anunciado que o próximo ministro da Educação do governo Bolsonaro será o militar, professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Ricardo Rodríguez, conhecido por suas manifestações favoráveis ao projeto e ligado ao ensino religioso, que se posiciona abertamente contra a educação de gênero, raça e sexualidade nas escolas e o “modelo cientificista” que segundo ele, hoje é ensinado.

Sabemos que os defensores desse projeto, que se dizem a favor “da vida, da família e da religião” na realidade tem como objetivo amordaçar os professores que hoje se colocam contra as medidas de ajuste do governo Bolsonaro. Querem impedir e dificultar uma resistência por parte dos professores e estudantes que quando se aliam tem uma força explosiva, que vimos no início do ano com a forte luta dos professore municipais que barraram o SampaPrev de Dória, mas que hoje corre o risco de ser votado novamente, por isso a urgência de aprovarem a lei da mordaça.

É justamente por isso que não podemos separar, como faz o PT, as lutas contra os ataques democráticos como a batalha contra o Escola sem Partido da luta contra os ataques econômicos do futuro governo que vem para massacrar a vida dos trabalhadores e da juventude.

É preciso que os sindicatos e entidades estudantis organizem desde a base uma forte luta contra esse projeto, organizando assembleias em cada curso para tirarmos medidas conjuntas.

Os professores da FEUSP já estão se posicionando na linha de frente dessa luta, lançando vídeos contra a censura. Fazemos um chamado à construção de uma forte campanha seguida de um ato na Faculdade de Educação, em unidade com o SINTUSP, ADUSP, DCE e demais centros acadêmicos como forma de concretizar nossa luta contra esse projeto reacionário.

As centrais sindicais dirigidas pelo PT e PCdoB, assim como a União Nacional dos Estudantes precisam organizar os milhares de trabalhadores e estudantes que dirigem em um verdadeiro plano de luta contra os ataques à educação pública do BolsoDoria!




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