ESCLARECIMENTO

Carta de Renato Dias a Gilson Dantas

LEIA A NOTA DE ESCLARECIMENTO A QUE SE REFERE ESTA CARTA

quinta-feira 20 de julho| Edição do dia

LEIA A NOTA DE ESCLARECIMENTO A QUE SE REFERE ESTA CARTA

"Goiânia, 13 de julho de 2017
Caro amigo Gilson Dantas!
É um prazer conversar contigo. Gostaria de fazer sinceros e objetivos esclarecimentos a seus questionamentos. Primeiro, na entrevista publicada, em página inteira, no último domingo, no jornal Diário da Manhã, de Goiânia, a fotografia utilizada pelo diagramador, designer, teve como referência a sua resolução, para maior qualidade de impressão. Segundo, a imagem utilizada no livro ‘Soldados de Leon – Meus inimigos estão no poder’ [2017], de minha autoria, após três anos de pesquisas, para dar voz aos trotskistas no jornalismo e na Academia, e impedir o sepultamento de suas múltiplas táticas e estratégias, recorreu ao mesmo critério. Alta resolução. Infelizmente, saiu uma pessoa que não pretendia aparecer na obra. Não a conhecia. Lamento. Mil perdões. Não era e nunca foi minha intenção causar constrangimentos. Não imaginei que traria problemas. Na página do Jhony Silva também aparecem mulheres. Observação: nunca fui alvo de processos judiciais ou desmentidos em minha extensa carreira jornalística. Terceiro, o termo ‘Central Mundial da Revolução’, para referir-se às Internacionais Revolucionárias, tomei – o emprestado do jornalista Mário Magalhães, trotskista na juventude, impresso em ‘Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo’, editado pela Companhia das Letras, em 2012. Não classifico - o como inadequado. As múltiplas quartas internacionais defendem o internacionalismo proletário e a revolução mundial. Que fique claro: não é um conceito formulado pelo senhor, nem pelo MRT. Quarto, o seu nome, como integrante do MRT, com celular e e-mail, chegou a mim depois de uma infrutífera tentativa de diálogo como membros do Sintusp. O militante, do PSOL, também trotskista, referiu-se ao senhor como quadro histórico e conceituado do Trotskismo do MRT. Daí para pensar que tratava-se de um dirigente foi um pulo. Se me equivoquei, faço penitência. Já que as suas qualificações, médico graduado na UNB à época de Honestino Monteiro Guimarães, curso na China, doutorado em Sociologia, pós-doutorado em Serviço Social, exílio, construção do PT, ex-posadista, militante do clandestino PORT, cujo mártir é Olavo Hansen, que reverencio, como a meu irmão Marcos Antônio Dias Batista, ex-VAR-Palmares, preso ilegalmente, torturado, morto, em 1970, e cujos restos mortais nunca foram entregues à minha família. Não custa lembrar: o que também levou à morte de minha mãe, de forma suspeita, a assistente social Maria de Campos Baptista, 78 anos de idade, após audiência, em Brasília, Capital da República, em 15 de fevereiro de 2006, com o ministro das Forças Armadas, José Alencar, vice-presidente da República, além do ministro da secretaria-especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, para elucidar o crime do desaparecimento político de seu filho e meu irmão. Quinto. O critério utilizado no livro, à exceção de Valério Arcary [MAIS], cuja entrevista chegou nos últimos segundos da edição do livro, teria sido o de transformar, em texto corrido, as entrevistas formuladas no estilo pingue-pongue. Para facilitar a leitura. Em toda edição, existe o olhar do jornalista. Não há neutralidade. Porém, em nenhum momento quis alterar as suas frases e ideias. De forma alguma. Sexto. Não classifico a CUT como burocracia sindical. A pessoa que fez a crítica não entendeu a minha frase. Até já fui da executiva da CUT, em Goiás. Te mando a sua entrevista original para ilustrar que o senhor fez críticas, à esquerda, ao movimento sindical. O que
classifico como legítimo. Com meu texto de estilo minimalista, não afirmo que a CUT destrói direitos. Longe disso. É Michel Temer quem aprovou pacote de concessões e privatizações, congelou os gastos públicos por 20 anos, promoveu a Reforma do Ensino Médio, permitiu a exploração pelo capital estrangeiro do Pré-Sal, aprovou e sancionou a Lei das Terceirizações e da Reforma Trabalhista e investe contra a Previdência Social. Repito. Não é a CUT. Entenderam mal a minha frase. Sétimo. O editor, no jornalismo, geralmente, escolhe, para abertura de um texto, inclusive em livros-reportagem, frases, temas, observações, mais explosivas. Para gerar polêmicas, suscitar o debate, alimentar a crítica. Os posadistas tiveram amplo espaço no livro ‘Soldados de Leon – Meus inimigos estão no poder’ [2017]. Dei tratamento vip a Beto Almeida, que considero com uma inteligência acima da média. Não fiz uma caricatura do Posadismo. Tanto é que insisti para obter uma entrevista com Eduardo Dumont, se não me engano, e Beto Almeida. Tentativas. Tentativas. Rio, Brasília, Belo Horizonte. Com o relevante auxílio da Telma Araújo. Até conseguir. Pelo contrário. Procurei respeitar as múltiplas opiniões existentes no fragmentado movimento trotskista, com que me identifico. Me perdoe pelos constrangimentos. Oitavo: Circule a carta com quem achar conveniente.
Um abraço fraterno.
Renato Dias"

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