ATOS ANTIRRACISTAS E ANTIFACISTAS

Carolina Cacau, do MRT: A fúria negra nos EUA aponta o caminho, Fora Bolsonaro e Mourão

Reproduzimos abaixo a fala de Carolina Cacau professora da rede estadual, militante do MRT e do Quilombo Vermelho diretamente do ato antirracista e antifascista que está sendo realizado hoje no Rio de Janeiro.

domingo 7 de junho| Edição do dia

Reproduzimos abaixo a fala de Carolina Cacau professora da rede estadual, militante do MRT e do Esquerda Diário diretamente do ato antirracista e antifascista que está sendo realizado hoje no Rio de Janeiro:

"A gente tá aqui no Rio de Janeiro, no ato antifascista e antirracista aqui no Rio de Janeiro. A polícia trancou mais de duzentas pessoas nas operações policiais no meio da pandemia.
A gente tá nas ruas hoje, porque a grande maioria da classe trabalhadora não tem escolha, tendo que trabalhar todos os dias pegando transportes lotados, sem equipamentos de proteção, correndo risco de passar fome pelo desemprego, pelo corte de salários e pelo auxilio emergencial que é extremamente insuficiente.
A gente tá aqui nas ruas hoje porque a policia está matando em suas operações policiais dentro de casa. Jovens como o João Pedro.
Mas a gente tá nas ruas também hoje por George Floyd. Uma vida negra que tomou os Estados Unidos. Que tem tido atos em todos os lugares do mundo, em cinco continentes. Uma fúria pra dizer contra o imperialismo racista, que a gente não aguenta mais dizer o obvio: Que parem de nos matar e que as vidas negras importam. E a gente tá aqui hoje contra a vontade do PT e do PCdoB e das centrais sindicais que dirigem milhares de sindicatos do nosso país e não se mobilizam pra poder vir pra rua pra lutarmos por justiça pelos negros e negras. Hoje é dia de vir pra rua sim, porque a grande classe trabalhadora não tem escolha, e tem que estar nas ruas todos os dias no meio dessa pandemia.
Porque a gente precisa de uma saída política e dessa situação, não só lutar pra que a gente possa ter concessão, mas lutar também pra botar pra fora Bolsonaro e Mourão e todos esses militares e pra que o povo de fato possa decidir os rumos desse país como uma assembleia constituinte livre e soberana. Pra que a gente possa dar uma saída pra crise sanitária, mas também econômica e política pra esse país que massacra os negros e negras todos os dias.
Por isso que a gente tá aqui nas ruas hoje, e por isso a gente se enfrenta com essas medidas como a frente ampla que quer combater o fascista com as eleições ou com a aliança de direita. Não vai ser com a direita que vamos ter justiça pro João Pedro, pro George Floyd e pra todos os negros e negras que são massacrados. Vai ser com a força da classe trabalhadora. Essa unidade, sim, é maior e muito mais ampla. É nela que a gente tem que apostar. É isso que os Estados Unidos mostram e é isso que estão mostrando os imigrantes, e todos os setores oprimidos em vários lugares do mundo com suas várias manifestações.
Por isso a gente tá aqui hoje, pra ter uma frente única pra classe trabalhadora pra fazer pesar dentro dos sindicatos essa luta por justiça, que todos os sindicatos parem por justiça ao João Pedro e todos os jovens que foram mortos. Esse é o nosso recado hoje, vamos seguir na luta e vamos seguir exigindo que essa esquerda que quer resolver os problemas do país por cima, deveria estar nas ruas hoje. Esse é o recado que a gente tá dando aqui no Rio de Janeiro onde tem uma forte aparato policial pra tentar na primeira oportunidade reprimir os manifestantes, a gente não vai aceitar. Tamo na rua hoje contra o fascismo, contra o racismo, contra o Bolsonaro, Trump e os militares do Brasil. Vamo junto!"

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