GOVERNO BOLSONARO

Carne podre e comida envenenada: medidas intragáveis de Bolsonaro

Medidas contra a fiscalização da carne e dos agrotóxicos fazem da mesa posta mais um campo de guerra no governo Bolsonaro.

quinta-feira 3 de janeiro| Edição do dia

A ceia de Natal e o churrasco de Ano Novo transcorreram sem maiores incidentes. Mas em seu governo, Bolsonaro promete mudar isto com algumas medidas intragáveis que tem tudo para envenenar os alimentos dos trabalhadores e do povo pobre.

Alinhado 100% com os ruralistas, Bolsonaro deu o Ministério da Agricultura à Teresa Cristina, grande amiga de Joesley Batista da JBS. Esta anunciou que a ANVISA não mais inspecionará os frigoríficos, alterando as regras da vigilância sanitária, a Ministra de Bolsonaro promete liberar a venda da carne podre em todo o país.

Para quem tem memória curta, em março de 2017 dezenas de frigoríficos foram investigados por fornecer carne podre direto para a mesa dos trabalhadores. Esta operação, da Polícia Federal, revelou inúmeras técnicas utilizadas, como o uso de papelão e detergentes, etc, para mascarar a carne vencida. O interesse, não nos enganemos, nunca foi a saúde da população, mas a queda vertiginosa das ações das global players nacionais, que por pressão de interesses imperialistas, estavam em ampla perseguição naquele momento. O escândalo fez com que diversos países cortassem a importação da carne brasileira e lançou a JBS, junto a outras alimentícias, ladeira abaixo. No final do dia, Temer postava a selfie dele mesmo em churrascaria, tentando abafar o escândalo. Os jornais revelaram, depois disso, que a carne desta churrascaria seria importada.

Com Sérgio Moro no super Ministério da Justiça de Bolsonaro, lado a lado de Teresa Cristina, operações do tipo Carne Fraca prometem nunca mais acontecer, para garantir que os interesses imperialistas não tenham limite nenhum para lucrar com a fome e a doença no Brasil.

A segunda medida intragável de Bolsonaro vai para além do mero churrasco e afeta também os vegetarianos: o desmantelamento do Conselho Nacional de Segurança Alimentar através da MP 870, como revelou este Blog, visa liberar de vez todos os agrotóxicos, desregulamentar de conjunto o que pode ou não ser usado no arroz e feijão que vão à mesa de todo brasileiro.

Ou seja, não basta a indigesta reforma da previdência contra os trabalhadores, entreguismo do petróleo e empresas nacionais, e ataques aos LGBT, indígenas, quilombolas, mulheres e à educação pública. Até mesmo o estômago dos trabalhadores é alvo da fúria de Bolsonaro.




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