Sociedade

CARNAVAL 2019

Carnaval 2019 dá voz a milhões de brasileiros que repudiam Bolsonaro

Em dezenas de cidades, milhões de pessoas se entregam ao Carnaval aos gritos em repúdio ao governo Bolsonaro. Junto ao desfile da escola Mangueira - que sob as cores verde e rosa contou a história do Brasil com o grito daqueles que deram sangue e suor relembrando Marielle, Mahin e Malês - e também após o histórico desfile da Tuiuti de 2018, mostra que o Carnaval no Brasil volta a ter forte presença política.

quinta-feira 7 de março| Edição do dia

Centenas de diferentes vídeos circulam as redes sociais com filmagens de blocos de rua espalhados pelo país em que os filões gritam palavras em repúdio ao governo Bolsonaro, concentrados em Brasília, São Paulo, Teresina, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Goiânia, Manaus, Fortaleza, Rio de janeiro e Belém do Pará.

O tom da passividade que predomina entre as massas trabalhadoras e populares nesses primeiros meses de governo Bolsonaro não pode nos enganar: a enorme politização segue crescente e o descontentamento com os planos do governo tenderão a se destapar ao passo que tentará colocar em prática seu programa reacionário de retirada ainda maior de direitos e conquistas dos trabalhadores e do povo pobre. Estes gritos de repúdio direto das ruas no Carnaval não são à toa: mostram que pela primeira vez na história do país, um presidente em início de mandato é vaiado no carnaval, de acordo com o cientista político Alberto Carlos Almeida.

O samba-enredo, o figurino e todo o resgate histórico da Mangueira emocionou quem estava na Sapucaí, e os gritos de repúdio ao governo Bolsonaro empolgou àqueles que estavam nas ruas ou acompanhando pelas redes sociais. Em um momento em que o governo Bolsonaro promete acabar com a nossa aposentadoria, o Carnaval brasileiro mostra que há muita energia e repúdio aquecendo corações do povo negro, das mulheres, dos trabalhadores e da juventude.

Veja mais: Marielle, Dandara, Malês: Mangueira em cores e palavras desfila a história de luta do Brasil

Nesse contexto de endurecimento do cenário político (caminho pavimentado pelo próprio PT através de seu histórico projeto político de conciliar com os mais sujos setores capitalistas do regime de 88), com Bolsonaro sendo fruto de um golpe e com tantos ataques mirando em cheio as nossas vidas, quanta energia, quanto ânimo e disposição de luta não se revelaria caso as centrais sindicais saíssem de sua profunda paralisia e chamassem os trabalhadores a se organizar através de um plano de lutas concreto contra a reforma da previdência? A força do povo negro se faria sentir por todos os poros deste país, em lugar desta passividade imposta, e seria um impulso para a unidade das fileiras operárias, para luta do conjunto dos trabalhadores contra o governo e contra aqueles que viram as costas aos nossos interesses.

O Carnaval é a expressão dos anseios do povo; é expressão da resistência cultural das massas e, nesse sentido, em uma situação política de tamanha ofensiva contra os trabalhadores e o povo pobre, não poderia ser diferente. A rua é onde pulsam as aspirações e o repúdio dos trabalhadores e então, mais uma vez, agora em meio ao Carnaval, é palco para um importante setor das massas oprimidas e exploradas que repudia este governo entreguista, reacionário e abertamente anti-operário.




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