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Carmen Lúcia intervém autoritariamente na questão da contribuição sindical

Ministra Carmen Lúcia suspende decisão que autorizava desconto sindical obrigatório e diz ser decisão individual do trabalhador. Nesta jogada, fica clara as intenções do judiciário em negociar com as centrais.

quarta-feira 29 de maio| Edição do dia

Na última sexta-feira, 24, a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspende decisão do acórdão do TRT-4 que autorizava desconto sindical obrigatório e direto na folha de pagamento do trabalhador.

Segundo a ministra, não cabe às assembleias de trabalhadores e sim a cada trabalhador decidir sobre o desconto de contribuição sindical.

Fica evidente a jogada política por parte do judiciário que, ao trazer mudanças em relação à questão da contribuição sindical presente na MP 873 de Bolsonaro, abre um canal de diálogo e negociação para que as centrais sindicais colaborem com a aprovação da reforma da previdência.

Sendo mais uma política do autoritarismo judiciário, a revogação da MP 873 é claramente um movimento de chantagem, ainda mais quando fica evidente que as centrais sindicais têm total controle da mobilização, sendo diretamente um freio na organização dos trabalhadores para o próximo 14 de junho, fazendo com que este dia chamado para ser um dia nacional de paralisação e luta contra a reforma da previdência não seja massivo.

Paulinho da Força e a UGT já deixaram claro, como declarado no próprio 1º de Maio, ao defender partes da reforma da previdência, que estão dispostos a negociar e que não serão entrave para a aprovação da reforma. Contando com a conivência das CUT e CTB (dirigidas pelo PT e PCdoB, respectivamente), já começam as negociações dessa troca, da revogação da MP 873 sobre contribuição sindical, que afeta diretamente seus bolsos e privilégios, pela aprovação da reforma da previdência sem impedimentos por parte da classe trabalhadora.

Este novo movimento de chantagem só explicita a necessidade de retomar em nossas mãos a batalha pela construção de um forte dia 14 de junho, em que possamos fazer uma grande demonstração de forças para dizer que derrotaremos toda e qualquer reforma da previdência e tentativa de aprova-la, pois nossas vidas não estão em negociação!




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