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Carmen Lucia, agente da condenação arbitrária de Lula, também apoiou impunidade dos assassinos da ditadura

Em 2010 Carmen Lúcia, atual presidente do STF, votou a favor da impunidade dos militares sobre os crimes políticos cometidos durante a ditadura. Na época, a OAB pediu revisão da Lei da Anistia. Carmen e os ministros foram parte de manter o "perdão" aos militares.

quarta-feira 4 de abril| Edição do dia

Nesta quarta-feira (04) o Supremo Tribunal Federal segue sua arbitrariedade e seu golpismo e vota contra o habeas corpus de Lula, pela sua prisão arbitrária e contra o direito do povo decidir em quem votar.

Carmen Lucia, presidente desta Corte de golpistas, há alguns anos atrás teve uma postura muito mais misericordiosa com os militares. Provando mais uma vez a atuação política e arbitrária do STF e do conjunto da justiça, Carmem na época votou contra o pedido da OAB de revisão da Lei nº 6683/79, a Lei da Anistia.

A OAB pedia que fosse anulado o perdão dado aos representantes do Estado, ou seja, aos policiais e aos militares. Esses militares, que hoje fazem repugnantes declarações sobre a política nacional e especificamente sobre a prisão de Lula, foram responsáveis por torturas, assassinatos, estupros e perseguições de todo tipo contra os trabalhadores, estudantes e ativistas durante os anos de ditadura militar no Brasil.

Em seu twitter, Diana Assunção lembrou este fato, que mostra mais uma vez a seletividade e a quem serve este poder judiciário:

Com o recente aniversário do golpe militar, e com a continuidade do golpe a todo o vapor pelas mãos da justiça, vale lembrar como se posicionaram as peças deste jogo, e Carmen Lúcia é uma delas. A então ministra garantiu um dos sete votos para barrar qualquer mudança que buscasse acabar com a impunidade dos militares por seus crimes cometidos na ditadura. Além dela também votaram contra o pedido da OAB Eros Graus, Ellen Gracie, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.




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