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Carlos Bolsonaro volta a defender tortura contra movimento #EleNão

quinta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Mesmo com a imensa repercussão da escandalosa postagem do filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Carlos Bolsonaro, repercutindo uma imagem que fazia alusão à tortura, o vereador do Rio de Janeiro no dia de hoje mais uma vez insistiu em postagens do tipo.

Similar a imagem anteriormente postada, que trazia um homem ensanguentado, amarrado e com um plástico sufocando a cabeça, escrito "#EleNão" no peito, a publicação de hoje traz quatro fotos de pessoas com a hashtag em seus corpos, sendo algumas delas com marcas de ferimentos no corpo. Junto a imagem, o político postou o seguinte comentário em provocação: "Cada vez que eu vejo um ele não [...] mas eu tenho vontade de dizer um ele sim!".

Não é de se surpreender a reafirmação da postagem anterior e da promoção da tortura por parte da família Bolsonaro, que nunca se envergonhou de defender torturadores e por diversas vezes reiterou sua defesa dessa prática. Enquanto o patriarca do clã tem de se mostrar mais ponderado para dialogar com um eleitorado mais amplo, cabe aos seus filhos promoverem as típicas declarações raivosas que alimentam seu eleitorado mais duro.

A postagem de ontem já rendeu um ao vereador um processo na Comissão de Direitos Humanos da Câmara do Rio de Janeiro, acionado pelo vereador David Miranda do PSOL.

Entretanto, o avanço da extrema direita que o clã Bolsonaro representa não pode ser detido por ações parlamentares, é preciso barrar o avanço desse reacionarismo por meio da mobilização nas ruas. Por isso nós do Esquerda Diário nos somamos a convocação do dia 29 contra Bolsonaro. Porém, o justo sentimento de ódio contra Bolsonaro não pode ser cooptado por qualquer alternativa do tipo "mal menor", como se propõem até mesmo Ana Amélia vice de Alckmin que estará presente no ato. Não podemos permitir que nosso ódio aos golpistas e reacionários seja usado como massa de manobra para um suposto "mal menor" que nos desarma e que terminará se voltando contra nós. Precisamos construir ato pelos nossos direitos, contra o machismo, a extrema-direita e para apostar na mobilização independente da classe trabalhadora, das mulheres, dos negros e da juventude, sem encobrir a conciliação do PT com golpistas.




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