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Capitalismo é assim: empresário processa Chorão por morrer sem cumprir contrato de shows

"Faleceu sem cumprir as obrigações assumidas. Com a morte de Chorão, o capital investido deixou de fazer o lucro esperado” disse o processo que acabou negado.

sábado 13 de junho| Edição do dia

Imagem: Reprodução

"Faleceu sem cumprir as obrigações assumidas. Com a morte de Chorão, o capital investido deixou de fazer o lucro esperado” disse o processo que esperava retirar da família do artista morto R$ 225 mil que teriam sido pagos ao músico em adiantamento

O processo que foi derrotado na justiça pedia R$ 325 mil sob alegação de que Chorão não cumpriu contrato para fazer 9 shows no Paraná. O juiz Fabio Sznifer da segunda Vara Cível de Santos rejeitou todos os pedidos.

Na conclusão dos autos consta que a morte, mesmo em casos de suicídio, não pode ser considerada como uma inadimplência voluntária. Nem mesmo na morte, o capital dá descanso. É absurda a tentativa de ressarcimento frustrada desse empresário. Ele esqueceu que alguém morto não tem condições de gerar mais-valia.

Chorão morreu de overdose de cocaína aos 42 anos, era skatista e vocalista da banda Charlie Brown Jr.




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