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Caos na saúde: falta vacina para recém-nascidos em Campinas

A vacina pentavalente, que garante imunidade contra várias doenças em recém-nascidos, está em falta em Campinas desde o final de Maio, segundo informações da prefeitura de Jonas Donizete (PSB).

Vitória Camargo

Coordenadora do CACH - Unicamp

quarta-feira 12 de julho| Edição do dia

Considerada de fundamental importância para o primeiro ano de vida do bebê, a vacina pentavalente garante imunidade contra doenças graves como tétano, coqueluche, hepatite B, meningite e difteria e deve ser tomada aos dois, quatro e seis meses de vida da criança.

Na rede municipal de Campinas, a vacina está em falta desde o final de Maio, de acordo com a prefeitura, e, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é de responsabilidade do Ministério da Saúde, que a encaminha aos estados e, por sua vez, aos municípios.

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo também alega em nota que a responsabilidade é do Ministério. O envio das doses tem sido irregular e insuficiente para a necessidade mensal, que é de 200 mil doses. Desde Abril, o Estado não havia recebido nenhuma dose da vacina. Em cidades como Tatuí, Itapetininga e Cerquilho, a pentavalente também está em falta.

A hexavalente celular, que imuniza os bebês em relação às mesmas doenças mais poliomielite e poderia ser uma alternativa à falta da pentavalente, é encontrada somente na rede particular de saúde, custando R$ 350, e também está em falta pelo aumento da procura em Campinas.

O cenário no qual milhares de bebês são submetidos ao risco de doenças graves nos primeiros meses de vida é a cara da precarização dos direitos mais básicos em nosso país e da crise que querem descarregar sobre a população e os trabalhadores. Após a aprovação da PEC do Teto de Gastos pelos golpistas, que limita os gastos com a saúde nos próximos 20 anos, o caos na saúde, marcado pela falta de recursos, como leitos, vacinas e medicações, sobrecarga dos funcionários e demora no atendimento, apenas se aprofunda. O plano dos políticos da ordem e dos grandes empresários é que trabalhemos até morrer, nas piores condições, como colocam as Reformas, com a saúde cada vez mais precarizada.

Devemos por de pé uma força social, organizada nos locais de trabalho e estudo, capaz de derrotar e revogar os ataques que têm precarizado cada vez mais nossas vidas. Para isso, mostramos no dia 28 de Abril que os trabalhadores podem parar o país e têm disposição para isso, devendo superar a traição de centrais como a Força Sindical e o boicote da CUT e da CTB com comitês de base e assembleias, para derrotar e revogar as reformas. Com essa força, devemos impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, capaz de anular os ataques que já estão sendo implementados, como a PEC do Fim do Mundo, e avançar para que os trabalhadores e a população se experimentem com os limites de um sistema que coloca os lucros dos empresários e os privilégios dos políticos acima das nossas vidas e avancem para um governo de ruptura com o capitalismo.

Nossas vidas e nossa saúde valem mais que o lucro deles!




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