Política

CANDIDATOS DE BOLSONARO ATACAM MARIELLE

Candidatos do partido de Bolsonaro tiram foto rasgando placa com nome de Marielle Franco

A foto viralizada na internet mostra dois homens rasgando placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada à tiros em março deste ano. Ambos são do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, e vestem camiseta de apoio ao candidato. O caráter reacionário brutal de Bolsonaro, seu partido e aliados à tona. Marielle, Presente!

quarta-feira 3 de outubro| Edição do dia

Foto dois homens, vestindo camisetas em apoio ao candidato e rasgando placa com o nome da vereadora Marielle Franco foi postada nas redes sociais causou indignação a milhares de pessoas. Os homens presentes na foto na realidade são Rodrigo Amorim e Daniel Silveira, ambos candidatos pelo PSL, partido de Jair Bolsonaro.

Marielle Franco foi assassinada em março deste ano no Rio de Janeiro, junto ao seu motorista Anderson. A vereadora carioca era uma importante ativista pela população pobre, principalmente da comunidade da qual fazia parte, a favela da Maré e contrária a Intervenção federal no Rio de Janeiro. Mulher, negra, lésbica e de esquerda, foi friamente assassinada e até hoje o caso encontra-se sem respostas.


Marielle Franco

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Rodrigo Amorim já havia se posicionado de maneira totalmente reacionária sobre esta tragédia que teve repercussão internacional e que colocou milhares nas ruas de todo o país em repúdio ao assassinato de Marielle e Anderson, e a violência policial brutal contra a população pobre. Neste vídeo, Rodrigo alegava que a morte de Marielle é culpa da esquerda que "defende bandidos" e comparava a morte dela com de um empresário. O vídeo, postado em sua conta pessoal do Instagram, foi tirado do ar poucas horas após a foto de Rodrigo e Daniel ter viralizado nas redes.

Esta foto mostra o caráter brutalmente reacionário dos candidatos dessa legenda, principalmente Jair Bolsonaro e seus filhos. Recentemente, Carlos Bolsonaro protagonizou um escândalo nas redes sociais também ao usar uma foto que fazia alusão à métodos de tortura comuns na ditadura em sua rede social. Já é parte inerente do histórico destas candidaturas de direita, em especial da chapa de Jair Bolsonaro e Mourão, que não poupam ataques contra mulheres, negros, LGBTs, indígenas.

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O general Hamilton Mourão, recentemente mostrou que os ataques à morte da Marielle afirmando estar de "saco cheio" sobre a cobrança em torno de respostas. O crime cometido contra Marielle e Anderson tem um culpado: o Estado. Sua morte escancarou a ferida do golpe, mostrando que a guerra às drogas, que utiliza de todo aparato repressivo estatal, como polícia e forças armadas, e também das milícias que compõe tais forças no Rio de Janeiro, está a serviço de matar o povo pobre e negro das periferias, e também de calar aqueles que lutam contra a violência policial.

Não podemos nos intimidar diante do avanço desta extrema-direita saudosa da ditadura e defensora da violência generalizada contra trabalhadores e setores oprimidos: é preciso se organizar e lutar, para combater o golpismo, o judiciário e os reacionários nas ruas. O Esquerda Diário repudia veementemente os ataques contra a morte de Marielle Franco e Anderson, vítimas de um Estado repressor e racista.




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