Política

ELEIÇÕES 2018

Candidatos à presidência dialogam com mercado e ignoram salário mínimo

Nessas eleições, os candidatos à presidência que estão mais preocupados com o diálogo com o Mercado, ignoram completamente o salário mínimo e a maioria nem se quer chega a citá-los em seus programas.

segunda-feira 24 de setembro| Edição do dia

A corrida eleitoral de 2018 abre uma disputa para qual candidato será o mais apto para seguir os interesses da burguesia que tem como objetivo principal o ataque aos trabalhadores, para que a crise seja descarregada nas nossas costas e não no bolso deles. Até o momento, cinco candidatos se desenham como grandes concorrentes, ainda que dois deles, Bolsonaro e Haddad, tenham se sobressaído e um possível segundo turno entre os dois se desenha com mais força à cada pesquisa eleitoral.

No atual contexto de crise política, econômica e social que o Brasil atravessa qualquer governo que assumir será débil e terá que atender às ordens da burguesia em resposta à crise econômica mundial que resulta em ajustes e reformas no sistema brasileiro. Não é necessário prever o futuro para que esse caminho se desenhe. Em 2017 com o governo Temer houveram fortes tentativas de aprovar a reforma da previdência, barrada com a forte greve do dia 28 de abril, e, depois da traição das centrais sindicais à greve de 30 de junho, a reforma trabalhista foi aprovada.

É nesse marco que o país escolherá seu futuro presidente em outubro, quanto a isso os principais candidatos têm se movimentado com fulgor para declarar à todos os setores da sociedade seu interesse, grande parte deles ligado ao grande mercado. Justamente nesse momento, dos cinco principais candidatos à presidência nenhum deles trata em seu plano de governo quanto à questão do salário mínimo.

Um dos temas principais para toda a sociedade é quanto ao salário mínimo, questão extra importante para a classe trabalhadora que hoje precisa se organizar com R$954,00 no mês enquanto grandes empresários possuem renda equivalente à grandes camadas populares no país. Onde 1% da população recebe hoje o que 63% no mundo possui, esse abismo entre os dois é reflexo da forma brutal a qual o capitalismo se coloca para a vida da população.

No Brasil a lei que rege o salário mínimo determina que o aumento se de com base na inflação e no aumento do PIB, no entanto sua validade se encerra em 1° de janeiro de 2019, justamente quando o novo presidente assumirá. Diante desse cenário nenhum dos candidatos apresenta propostas de como atuará, reeditando ou não a lei. Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin não se pronunciaram quanto à lei, o candidato do PT, Fernando Haddad, anunciou que seguirá com a política de aumento vinculado ao PIB, e que o salário seguirá subindo mesmo sem o crescimento do PIB, no entanto não anuncia como será feita essa conta em seu possível governo.

Esta ausência à um tema tão importante para a classe trabalhadora evidencia como atuarão os candidatos em seus possíveis governos, defendendo os interesses da burguesia, o 1% mais rico, e seguir descarregando a crise nas costas dos 99%, da classe trabalhadora principalmente.




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