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"Candidato das reformas": Henrique Meirelles anuncia desejo de candidatura à presidência

sexta-feira 3 de novembro| Edição do dia

Meirelles também disse considerar que o cenário político é "favorável, sim" a um candidato com o perfil dele. De acordo com ele é favorável para alguém que “toque as reformas e a modernização da economia brasileira como está ocorrendo.”, ou seja, se coloca como candidato perfeito para a burguesia que descarrega a crise econômica nas costas dos trabalhadores, com os alarmantes índices de desemprego seguidos da impossibilidade de postos de trabalho não precarizados por meio da Reforma Trabalhista. Esta é a sua modernização.

Meirelles já foi alçado ao posto de candidato outras vezes. Em setembro, o presidente nacional do PSD, ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), disse a interlocutores que o ministro pediu que sua candidatura seja avaliada no ano que vem, caso se reforcem os sinais de recuperação da economia, sobretudo, a queda do desemprego. Em outra ocasião, em um almoço recente com a bancada do partido na Câmara, Meirelles ouviu declarações de apoio a uma eventual candidatura.

À revista Veja, ele lembrou que foi convidado a ser vice pelo tucano Aécio Neves (MG), em 2014, e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, para a chapa de Dilma Rousseff. Em ambos os casos, rejeitou. Meirelles disse ainda que ficou sabendo pelos jornais dos crimes de corrupção confessados pelos irmãos Joesley e Wesley Batista: "Foi uma surpresa. Eles não me contavam isso".

Sua suposta surpresa combina pouco com os anos em que passou como no comando consultivo da J&F, holding da qual faz parte a JBS/Friboi, descoberta como grande caixa de compra de deputados. Ao mesmo tempo, sua trajetória como indicação presidenciável evidencia quem foi o governo que abriu espaço para os golpistas, os governos do PT.

Esta corja de corruptos e privilegiados quer nos atacar cada dia mais e querem que engulamos como progresso para o país sermos colocados em situação de precarização cada dia mais profunda. É preciso cercar a greve do Rio Grande do Sul de solidariedade e generalizar sua revolta nacionalmente a partir dos métodos dos próprios trabalhadores, com assembleias, paralisações, piquetes e greves. Somente assim poderemos derrotar qualquer uma das reformas.




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