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Candidata a deputada estadual Maíra Machado vai a Guarulhos prestar apoio aos aeroviários demitidos pela LATAM

terça-feira 4 de setembro| Edição do dia

Maíra Machado é professora do Estado de São Paulo, dá aulas em Santo André, é militante do Nossa Classe Educação e faz questão de estar sempre presente nas lutas dos trabalhadores e da juventude. Hoje pela manhã, Maíra esteve no aeroporto de Guarulhos para colocar sua candidatura a serviço das lutas dos aeroviários e também se colocar ao lado dos trabalhadores contra a demissão em massa realizada pela LATAM no mês passado e que levou 1.300 famílias ao desemprego.

A visita ao aeroporto é parte de sua agenda de campanha. Maíra vem denunciando em suas redes sociais por meio do Esquerda Diário, o processo de terceirização que ocorre em centenas de fábricas por todo o país como parte dos ataques já previstos com a aprovação da Reforma Trabalhista, da qual as demissões da LATAM são mais um exemplo.

A panfletagem teve início às 5h da manhã desta terça-feira, 4 de setembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Primeiro, Maíra Machado conversou com os trabalhadores que estavam iniciando seu turno na manhã de hoje.

Não era, contudo, uma manhã como outra qualquer. Alguns trabalhadores do turno da madrugada estavam deixando de vez seus postos de trabalho. Na fila para bater o ponto e passar pelo detector de metais, tantos outros trabalhadores estavam começando um novo emprego. Sem muita esperança ou entusiasmo, porém, uma vez que já ingressam como funcionários terceirizados, em contratos de 9 meses renováveis de maneira ilimitada, uma das novidades do pacote.

O Esquerda Diário esteve lá acompanhando Maíra Machado também para registrar o lançamento do Movimento Nossa Classe Aeroviários, uma agrupação de Trabalhadores Aeroviários do MRT e independentes que pretendem ser uma força militante contra os ataques em curso dos governos. Como professora e militante do Nossa Classe Educação, Maíra entende que a luta dos trabalhadores é uma só, por isso é fundamental ligar a luta dos aeroviários à luta não só dos professores, mas de todas as categorias, afinal, os ataques se dirigem contra todos.

A reportagem do Esquerda Diário teve a oportunidade de conversar com diferentes trabalhadores, desde aqueles que estavam começando seu primeiro dia de trabalho até aqueles que estavam entre os poucos a se salvar. Como explicou um deles, dos 1.300 demitidos, apenas 80 foram preservados: “recebemos uma promoção”. Todos, sem exceção, que estavam nas imediações na fila – funcionários de outras companhias, novatos, promovidos, trabalhadores do aeroporto – concordaram que a terceirização representa “uma desgraça para os trabalhadores”. Um deles ainda brincou: “É culpa do capeta. Você sabe quem é o capeta?”, referindo-se, evidentemente, a Michel Temer.

Ali ficamos sabendo também que os trabalhadores da LATAM, os novos e os antigos contratos, assim como os demitidos em aviso prévio – a empresa segurou até o último minuto a dispensa – estão sendo obrigados a fazer hora extra e/ou entrar mais cedo em seus turnos. Uma das funcionárias ali presente já estava há dias fazendo horas extras, pois fora escalada para dar ordem ao caos que os patrões criaram.

Depois da panfletagem junto aos trabalhadores de pista, Maíra Machado foi conversar com as trabalhadoras terceirizadas da limpeza, que estavam reunidas para o costumeiro café da manhã para se preparar para o duro trabalho de manter limpo o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Além das terceirizações que estão ocorrendo na LATAM, veio a tona o tema das eleições presidenciais. Uma das trabalhadoras se incluiu nos 39% que querem votar em Lula nestas eleições. Para ela, a prisão é arbitrária. Maíra explicou para elas que sua candidatura não chama voto em Lula nem no PT, como tampouco tem confiança nos partidos da ordem, mas que defende incondicionalmente o direito do povo de decidir em quem votar.

O Movimento Nossa Classe chama os aeroviários a se organizar nos locais de trabalho para resistir às demissões, buscando na própria classe as forças para impedir as demissões que ainda estiverem por vir e lutar para reverter as que já foram impostas. Os sindicatos da CUT e CTB, em particular os sindicatos dos aeroviários precisam organizar assembleias para discutir a gravidade da situação com toda a categoria no sentido de mobilizar e unificar os trabalhadores em defesa do emprego, para resistir efetivamente aos ataques contra nossos direitos, as demissões e os desdobramentos da crise.

Como denuncia Maíra no vídeo de denúncia que gravou essa manhã no Aeroporto de Guarulhos:

Para construir uma alternativa que represente de fato os interesses dos trabalhadores, é necessário uma campanha que coloque sua força militante nas lutas da classe trabalhadora e da juventude.




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