CAMPINAS

Campinas tem taxa de mortalidade por COVID-19 maior que média do estado de SP

Dados do boletim da Secretaria de Saúde divulgados pela Vigilância Epidemiológica nesta sexta-feira, 14, apontaram que a cidade de Campinas ultrapassou a taxa de mortalidade por covid-19 do estado de São Paulo e do Brasil na última semana.

terça-feira 18 de agosto| Edição do dia

O balanço da Secretaria da Saúde considerou os dados do último dia 11, que registrou um índice de mortalidade de 67,7 por 100 mil habitantes no município, dados que são ainda maiores na periferia, como a região do Ouro Verde, que chegou a uma taxa de 91,3 mortes por 100 mil habitantes. Esses números são superiores às taxas do estado, que registrou um índice de 54,8.

A contaminação também avança na cidade, chegando a 1.797 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto média no estado de São Paulo registra 1.368 casos e o Brasil 1.454 casos a cada 100 mil. Tendo em vista que o índice de letalidade, isto é, número de mortes por casos confirmados também é escandaloso, sendo maior que os casos do país e próximo do índice do estado, que tem o maior número de casos em todo país.

Esses dados são reflexos da política do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos, que, assim como Dória e outros governadores, tenta se colocar como ala de oposição a Bolsonaro, mas autoriza a reabertura do comercio em meio ao ascendente casos de contaminação na cidade e utiliza da pandemia para atacar a população campineira passando a Reforma da Previdência no município e o congelamento de salário dos trabalhadores da saúde em meio a pandemia.

A política negacionista de Bolsonaro a nível federal, no marco de mais 3 milhões de pessoas infectadas e de 108 mil mortes por covid-19, não garante medidas consistentes contra a pandemia como leitos e respiradores suficientes e ainda aprofunda os ataques aos trabalhadores, com suas MPs que demite e tira direito da população. Tudo isso enquanto beneficia o lucro dos grandes empresários, assim como Dória, que se coloca demagogicamente como oposição a Bolsonaro, mas que nada fez para garantir o direito à quarentena para aqueles que mais precisam e testes massivos.

É necessário uma saída independente dos trabalhadores para solucionar a crise sanitária, que reorganize a economia para a produção de testes massivos, máscara, álcool em gel e insumos de primeira necessidades para combater a pandemia, levantando também uma lei contra as demissões e um auxílio emergencial de R$2000 que garanta o sustento das famílias frente a crise. A resposta à crise sanitária não se dará por meio desses setores burgueses que se colocam contra Bolsonaro, mas que se unificam pelos ataques junto a ele e Guedes. Se faz necessário uma saída política dos trabalhadores que defenda o Fora Bolsonaro e Mourão e que imponha por meio da mobilização uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que mude não apenas os jogadores, mas também as regras do jogo.




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