MRT

CANDIDATURAS ANTICAPITALISTAS

Campinas: Lançamento das candidaturas de Maíra e Diana, vozes anticapitalistas nessas eleições manipuladas

Em Campinas, no próximo dia 1 de setembro, nós do MRT lançaremos a candidatura da professora Maíra Machado à deputada estadual e de Diana Assunção à deputada federal. Duas mulheres trabalhadoras que colocam suas candidaturas a serviço de combater a manipulação do judiciário golpista sobre as eleições, impedindo o direito do povo votar em quem quiser, e que querem dar uma resposta anticapitalista à crise, para que não sejam os trabalhadores e o povo pobre a pagarem por ela.

Danilo Magrão

Professor de sociologia da rede pública

sexta-feira 24 de agosto| Edição do dia

No dia 1 de Setembro, às 15h, será realizado o evento do Lançamento em Campinas, na Avenida Francisco Glicério, 2265 - Vila Itapura, com roda de samba e confraternização após o evento. As famílias terão um cantinho para as crianças ficarem.

Daqui a pouco mais de um mês, vamos às eleições nacionais que estão sendo manipuladas pelo judiciário golpista, a serviço dos interesses dos grandes empresários, do imperialismo e da Igreja, em meio a 26 milhões de desempregados em todo o país, a uma reforma trabalhista, que arranca direitos básicos, ampliação da terceirização e uma PEC que congela investimentos em saúde e educação que já se faz sentir nos hospitais e escolas. Não apoiamos voto no PT, mas é preciso denunciar que o Judiciário (com STF, TSE, MPF, Lava Jato) ataca o direito elementar da população votar em quem quiser, prendendo arbitrariamente Lula e impedindo sua candidatura, para tentar escolher quem vai ser o próximo presidente que seguirá os planos do golpe, para fazer passar inclusive a Reforma da previdência.

O sentido do golpe mais do que nunca se escancara perante os trabalhadores e o povo pobre, que sofrem com cada ataque e ajuste, em Campinas e região o número de desempregados chega a mais de 240 mil, fazendo crescer o emprego informal, sem garantia alguma de direitos, além disso há uma enorme crise da saúde na cidade, com falta de materiais básicos, enormes filas, chegando a 15h de espera para ser atendido, e com a prefeitura de Jonas Donizette do PSB, mesmo partido de Márcio França candidato ao governo de SP, suja na lama da corrupção que suga o dinheiro público dos hospitais fazendo a população pagar com a sua saúde.

Vários ataques aos direitos e a condição de vida dos trabalhadores ocorreram, mas ainda são insuficientes para os planos do golpe. Nem mesmo o PT, que já declarou que vai aceitar reformas e ajustes, ao seu modo com “reformas lights” e seguir o pagamento religioso da dívida pública, satisfaz o mercado diante da crise capitalista, por isso querem escolher a dedo quem será o próximo presidente. Querem um Alckmin que possa fazer passar um grande plano de ataques, mas o tucano privatista segue estagnado nas pesquisas. E se endurece uma direita pró-Bolsonaro, que defende o que há de mais reacionário e conservador contra os trabalhadores e os setores oprimidos.

Diante desses cenários, é preciso uma saída que de fato responda ao que os trabalhadores e a população mostram quando rechaçam Temer e os ajustes, as reformas e o sentido do golpe. Uma saída que responda ao desemprego, a fome, às condições de saúde, educação, transporte, cultura, às demandas das mulheres, negros, lgbts. Uma saída que em Campinas, importante polo industrial do país, diga um basta às demissões, à Câmara reacionária e aos projetos que querem acabar com a educação pública e censurar os professores, como é o chamado Escola sem Partido apoiado pela imensa maioria dos vereadores.

Essa saída só pode existir se antes de tudo se colocar em combate à manipulação do judiciário que ataca o direito do povo votar em quem quiser para aprofundar os ataques às condições de vida. Para isso, precisamos de uma força que se coloque a defender que os juízes, que hoje se colocam como árbitros da política, sejam eleitos e revogáveis, e que junto com os políticos ganhem o mesmo salário que uma professora. Que os corruptos sejam julgados por júri popular e que por essa via sejam abertos os inquéritos e licitações, e não pela Lava Jato.

Precisamos atacar aquilo que drena as riquezas do nosso país para os bolsos dos banqueiros e empresários estrangeiros: a dívida pública. Por isso defendemos que não paguemos mais essa dívida fraudulenta, ilegal e ilegítima que organiza nossa economia ao prazer do Imperialismo e pela qual os golpistas aprovam a Lei do Teto dos Gastos, por exemplo.

Precisamos de vozes que defendam o direito ao aborto legal, seguro e gratuito para que as mulheres não sigam morrendo por abortos clandestinos, e um plano de emergência contra os feminicídios e violência LGBT, que têm índices alarmantes em Campinas. Além disso, que seja feito o debate de gênero e sexualidade nas escolas, que o escola sem partido, a reforma do ensino médio e a nova BNCC querem excluir.

Todos esses direitos e medidas precisaremos arrancar dos golpistas e de seus candidatos como Alckmin e Bolsonaro, dando uma saída de fundo, que só pode ser anticapitalista. Também não vai ser com um candidato do PT, que segue aceitando o golpe e que diante da crise capitalista vai escolher atacar os trabalhadores como já fez no governo Dilma, que vamos dar uma resposta a esses problemas. Precisamos construir uma saída política que se coloque a construir uma força real em cada local de trabalho e estudo para enfrentar os planos de ajustes e ataques do golpe que querem descarregar a crise nas nossas costas.

É nessa perspectiva, que queremos convidar cada jovem e trabalhador de Campinas a ser parte da campanha de Maíra Machado para deputada estadual e Diana Assunção para deputada federal e construir essas ideias conosco. No dia 01, às 15h, lançaremos as candidatura no centro de Campinas, dando largada a uma série de debates, conversas, panfletagens, em escolas, cursos, universidades, fábricas e diversos locais de trabalho com jovens e trabalhadores da cidade para ampliar e fortalecer as candidaturas para serem vozes anticapitalistas nessas eleições manipuladas pelo judiciário e defender que sejam os capitalistas a pagarem pela crise.




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