Política

19F EM CAMPINA GRANDE, PB

Campina Grande: Paralisações de professores e servidores técnico administrativos, atos e mobilizações contra a Reforma de Previdência

Shimenny Wanderley

Campina Grande

segunda-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

As categorias paralisaram por decisão de suas assembleias de base este 19 F contra a Reforma da Previdência impulsionada pelo governo golpista institucional de Temer, tanto os Professores como os Servidores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), assim como os professores dos Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

A partir das 07 horas da manhã se realizaram panfletagens tanto na mencionada UFCG, com o suporte de um carro de som, como na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), após, a partir das 09 h, se concentraram no Calçadão da Cardoso Vieira, organizado pelo Comité Municipal contra a Reforma da Previdência, para um ato.

Tanto nas falas no portão principal da UFCG, como no Calçadão foram apresentados de forma clara a necessidade política de enterrar a Reforma da Previdência denunciando a farsa do rombo, o pagamento da fraudulenta dívida pública e quem beneficia esta política impulsionada pelo Banco Mundial.

A atividade dos professores da UFCG foi mais qualitativa em termos políticos que o do Comitê, mesmo que este conseguiu reunir aproximadamente 200 pessoas. Esquerda Diário (ED), impulsionada pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), através do professor de Ciência Política Gonzalo Adrián Rojas fez uma intervenção política pautando algumas questões centrais da atual conjuntura no portão principal da UFCG.

Permanentemente o professor tentou realizar uma articulação entre a luta econômica e a luta política. Destacando a importância da luta contra a Reforma da Previdência junto com a luta pela anulação da Reforma Trabalhista, articulado a isto, em termos políticos, com a defesa consequente das liberdades democráticas contra a intervenção militar no Rio de Janeiro, entendida como uma continuidade e aprofundamento do golpe de Temer na linha da declaração política elaborada pelo MRT e pelo direito do povo em decidir em quem votar, sem que isso signifique o abandono da independência política nem apoio algum à candidatura de Lula e sua política de conciliação de classes.

Em relação com o conteúdo da concentração e ato, do qual participamos desde Esquerda Diário no Calçadão também de forma independente, achamos que a política do Comitê fez eixo quase exclusivamente na pressão parlamentar que se manifestou na preocupação de focar num futuro não voto aqueles deputados que apoiassem a Reforma da Previdência e a posição de fazer greve só no caso se for pautada no Congresso a Reforma da Previdência.

Uma vez culminadas as atividades culturais, se decidiu uma mobilização pelas principais ruas do centro da cidade com os manifestantes entoando palavras de ordem contra Temer acompanhados de uma banda de frevo, que teve uma boa recepção da população e dos trabalhadores do comércio no centro. Uma vez finalizada a mobilização se encerrou a atividade no próprio Calçadão.

Desde Esquerda Diário insistimos que a luta contra a Reforma da Previdência não pode estar pautada pelos ritmos e conveniências do Poder Legislativo na sua relação com o Poder Executivo, mas, como pautamos no portão principal da UFCG, devemos exigir claramente às centrais sindicais como a CUT e CTB que organizem assembleias de base para construção da greve geral e não só contra a Reforma da Previdência mas também pela anulação da Reforma Trabalhista e Pelo direito ao povo decidir em quem votar.




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