Mundo Operário

SOLIDARIEDADE

Campanha em apoio aos 800 demitidos da Abril: pela readmissão imediata!

Campanha do Esquerda Diário pela #ReadmissãoJá e #NenhumaFamíliaNaRua em solidariedade aos demitidos da Abril conta com apoio de trabalhadores industriais, metroviários, professores, secundaristas, estudantes universitários e diversas categorias.

segunda-feira 24 de setembro| Edição do dia

Em apoio aos 800 demitidos da Editora Abril, nós do Esquerda Diário e MRT impulsionamos junto com trabalhadores industriais, metroviários, professores, secundaristas, estudantes universitários etc. uma campanha pela #ReadmissãoJá e #NenhumaFamíliaNaRua, com o objetivo de expandir essa denúncia e expressar toda solidariedade a esses trabalhadores.

A empresa demitiu em massa os funcionários e pediu recuperação judicial como um mecanismo para que não pagasse nem os direitos trabalhistas mínimos, alegando que não teria condições de pagar seus “credores”. Alegam isso mesmo com a família Civita, que dirigiu a editora por décadas, sendo a décima primeira mais rica do Brasil segundo a Forbes. Com isso, jogam o peso das suas dívidas para trabalhadores que nada têm a ver com essa crise criada pelos empresários.

O que está ocorrendo na Editora Abril é apenas um exemplo daquilo que os patrões querem fazer em todo Brasil, afinal isso tudo se dá em meio a aprovação da terceirização irrestrita, para que os empresários possam substituir os demitidos por contratados precários, medida aprovada pelos juízes do STF no mesmo dia que aumentaram seus próprios salários para 39 mil reais.

É esse mesmo judiciário que, sob tutela das Forças Armadas, retirou o direito da população decidir em quem votar com a prisão de Lula. Mesmo não apoiando voto no PT, sabemos que essa medida só serve para que os patrões possam escolher a dedo quem será o próximo presidente que vai avançar com ataques aos direitos trabalhistas ainda mais profundos que os que o governo PT já vinha aplicando, afinal foi durante o seu governo que o número de terceirizados aumentou para 14 milhões.

O PT, assim como os outros governos, pagou trilhões por ano da fraudulenta dívida pública, uma dívida que compromete metade de todo o orçamento do Estado, que deveria estar revertido para saúde, educação etc. Agora buscam reconstruir um regime político junto com os golpistas, como acena Haddad, e vão governar para os capitalistas descarregarem a crise em nossas costas novamente. O golpe institucional e o fortalecimento da extrema-direita com Bolsonaro já mostraram aonde esse caminho de conciliação nos trouxe, e para onde vai nos levar caso se repita, por isso não serve para impedir o avanço da extrema-direita.

É por isso que mais que nunca os trabalhadores precisam acreditar em suas próprias forças e unificar suas fileiras. A única saída possível para a crise é se apoiando na luta dos trabalhadores em defesa de seus empregos e direitos – como buscam os gráficos, jornalistas e funcionários da Abril – e contra a continuidade do golpismo. Para que essa luta ganhe força e consiga ser vitoriosa, é preciso exigir dos sindicatos que unifiquem as categorias, unindo inclusive os demitidos aos ainda empregados, para que sejam uma só força para impor aos governos e aos patrões não só o pagamento da rescisão, mas também a reintegração imediata dos demitidos, como mostra o vitorioso exemplo da reintegração dos metroviários ocorrida neste ano, após muita luta e solidariedade entre os trabalhadores.

Confira as fotos:

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Candidata a deputada estadual Maíra Machado junto a professores da rede pública do ABC

Candidata a deputada federal Diana Assunção 5052 e candidato a deputado estadual Marcello Pablito 50200 junto a trabalhadores da USP

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Estudantes de Letras da USP

Metroviários de SP

Trabalhadores industriais do ABC

Professores da rede pública de SP

Estudantes secundaristas do Colégio Oswald de Andrade

Estudantes da Unicamp

Juventude Faísca




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