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RIO DE JANEIRO

Campanha “Tomar a Greve Geral nas nossas mãos” chega aos Garis do Rio

Na manhã desta quinta-feira 22 de junho, militantes da Faísca e do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) foram até a gerência da COMLURB em Irajá para distribuir o panfleto da campanha “Tomar a Greve Geral nas Nossas Mãos” entre os garis que começavam a jornada de trabalho.

Juan Dias

RIO DE JANEIRO

sexta-feira 23 de junho| Edição do dia

O MRT e a Juventude Faísca levou, na manhã da quinta-feira (22), o material nacional do Esquerda Diário, da campanha que impulsiona a greve geral do dia 30 de Junho, chamando a "tomar a greve em nossas mãos" às trabalhadoras e trabalhadores da limpeza, os garis da COMLURB na gerência de Irajá no Rio de Janeiro.

Como parte da campanha, o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), o Esquerda Diário, A Juventude Faísca, grupo de mulheres Pão e Rosas e o movimento Nossa Classe, que já vem impactando jovens, mulheres e trabalhadores por todo o país, essa panfletagem teve uma ótima receptividade entre os garis. Muitos deles comentaram a necessidade de “parar tudo”, ou ao consultarem sobre o conteúdo do panfleto afirmavam que “se é greve é comigo” e, inclusive, pediam mais material para repassar aos colegas de trabalho pois colocavam que “o sindicato não tá fazendo nada”. Um dos garis inclusive colocou a centralidade estratégica dos transportes na força da greve geral falando que “parando os rodoviários, para tudo“.

A disposição de parar ficou expressa nos comentários dos garis, assim como o imobilismo negligente do sindicato. Além disso, mostra também a pouca informação sobre a construção da greve, expressão da posição vacilante das centrais sindicais como a CUT, a Força Sindical e a CTB, de não construir essa luta para que seja maior que as anteriores como o 15M e a greve geral do dia 28 de Abril, e ai sim, consiga barrar os ataques e as reformas do governo Temer.

Por isso os trabalhadores devem tomar urgentemente a construção da greve geral em suas mãos, organizando comitês e exigindo assembleias em seus locais de trabalho, pois só com a força de uma greve geral construída da desde as bases, com a auto organização dos trabalhadores é possível derrubar as reformas e ir além, derrubar Temer e eleger nossos próprios representantes para uma Constituinte já, para assim questionar todo o regime político brasileiro e derrubar todas as leis anti-operárias do golpista Temer e de seus antecessores.

Veja mais: Temer balança mas não cai: por que impor uma constituinte para derrubar ele e as reformas?

As centrais sindicais já estão preparando a traição da luta contra as reformas para favorecer seus próprios interesses, como eleger o Lula em 2018. Os únicos capazes de levar a luta até o fim são os trabalhadores organizados, as mulheres, os e as LGBT’s, as negras e negros, que já sentimos no dia dia todo o peso dos ataques dos capitalistas.

Pode te interessar: Força Sindical e UGT recuam da greve geral para aceitar as reformas

CONSTRUA ASSEMBLEIAS E COMITÊS DE BASE NO SEU LOCAL DE TRABALHO!
VAMOS DERROTAR AS REFORMAS E TEMER!




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