Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Câmara mantém aposentadoria para deputados cassados enquanto quer acabar com a nossa

sexta-feira 17 de novembro| Edição do dia

A Câmara dos Deputados paga aposentadorias de até R$ 23.344,70 por mês para deputados cassados, por corrupção e improbidade administrativa. A aposentadoria mais baixa é de R$ 8.775,38. Um fato que escancara os privilégios da casta política sendo que hoje o teto da Previdência Social para aposentadoria do trabalhador da iniciativa privada, pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é de R$ 5.531,31.

Nove parlamentares que perderam seus mandatos como condenação por corrupção e improbidade administrativa recebem estes pagamentos mensais. O montante total é de R$ 126.960,94 e está dentro da lei. Os deputados estavam envolvidos no escândalo dos anões do Orçamento e também do mensalão.

Roberto Jefferson (PTB-RJ) é o que tem a maior aposentadoria. Pedro Corrêa (PP-PE), também envolvido no mensalão, por sua vez recebe R$ 22.380,05. O petista José Dirceu, cassado em 2005 por envolvimento no mensalão e agora condenado a 30 anos de prisão na Operação Lava-Jato, pode ser o próximo a receber esta aposentadoria no valor de R$ 9.646,57, esta decisão cabe a Rodrigo Maia (DEM) que já garantiu que isso acontecerá.

É no mínimo irônico que essa decisão se dê em meio à rearticulação para aprovação da Reforma da Previdência, que pretende deixar a classe trabalhadora brasileira sem a possibilidade de se aposentar e aumentar os anos de contribuição. O argumento de destes deputados é o número de anos que exerceram seus mandatos, impressionantes vinte e quatro ou menos e nem todos estes contribuindo, enquanto querem que trabalhemos até morrermos.

É essa a função desta casta política que dita os rumos do país à mando do golpista Temer. Querem destruir cada um dos mínimos direitos dos trabalhadores brasileiros para viver com alguma mínima dignidade, flexibilizar a fiscalização da escravidão e que nosso suor e sangue pague as contas da crise capitalista. As regras deste jogo estão tão podres quanto seus participantes e passa a hora das greves no Rio Grande do Sul serem tomadas verdadeiramente como exemplos para romper com o silêncio imposto pelas burocracias sindicais e os trabalhadores e a população tomarem estas regras nas próprias mãos.




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