Economia

PEC 241

Câmara aprova PEC 241: gastos com saúde e educação congelados até 2036

sexta-feira 7 de outubro| Edição do dia

Durante toda quinta nas principais mídias foi veiculado matérias em defesa da PEC 241, como já denunciamos aqui, o objetivo principal, tendo em vista o resultado positivo (para os golpistas) das eleições municipais, nada mais é que descarregar sobre as costas dos trabalhadores e da juventude a fatura da crise econômica que afeta o país, e garantir exorbitantes lucros aos empresários, a quem mais do que nunca estão a serviço.

Temer foi a público defender demagogicamente que as contas públicas se assemelham as contas domésticas, com um claro objetivo de popularizar uma medida que em última instância significará demissões, precarização do serviço público e miséria para população que depende diretamente dos serviços oferecidos pelo Estado, enquanto aumentam os salários dos juízes que neste momento já garantem a reforma trabalhista pela vida de acordos com os sindicatos vendidos.

A ordem do dia foi fazer descer goela abaixo da população a PEC, Henrique Meirelles, ministro golpista também foi a público defender a necessidade de arrochar as contas públicas para assim equilibrar o país, defendendo o mesmo discurso falacioso de Temer. Ou seja, não pense em crise trabalhe, se o feijão carioca está caro, coma outro. Para ele: “Confiamos que o Congresso aprovará essa medida que vai equilibrar as contas públicas. Esse é o caminho para a volta do crescimento da nossa economia e para a criação de empregos que nosso povo precisa”

Como não confiar em um congresso que consumou um golpe contra os trabalhadores e a juventude, e ainda por cima composto por 60% de parlamentares envolvidos em escândalos de corrupção, que não tem outro interesse a não ser tirar dos trabalhadores para colocar diretamente em seus bolsos, já privilegiados com auxilio terno, alimentação, viagens, e dezenas de etc?

Parlamentares do PT que participaram da Comissão especial da Câmara dos Deputados criticaram a votação, entretanto são palavras jogadas ao vento, assim como fizeram durante todo período de consolidação do golpe. Uniram-se à direita hoje golpista, ontem aliada nos ataques, e com quem até o último instante tentaram fechar acordos por cima, sem colocar em movimento seu principal braço a CUT em luta contra o golpe e os ajustes.

A juventude mostra o caminho

São dezenas de escolas ocupadas no Paraná, uma em BH, em primeiro lugar contra a Reforma do Ensino Médio, mas também contra a PEC 241, uma vez que no interior das escolas públicas de todo o país a situação é precária, e o ensino muito aquém do necessário.

É sabido pelos estudantes e criticado também por eles, a tentativa de amordaça-los pela via das MPs e PECs, sabem que seu futuro está em jogo e contra isso resistem ocupando suas escolas, assim como fizeram os secundaristas de São Paulo no final do ano passado para resistir ao fechamento de centenas de escolas pelo governo de Alckmin (PSDB).

Assim como a juventude a classe trabalhadora também precisa entrar em cena e resistir aos ataques fortemente, assim como estão fazendo os secundaristas, para isso antes de tudo as centrais sindicais que dirigem a maioria dos sindicatos, como a CUT e CTB, precisar sair das palavras e ir à ação, e organizar uma greve geral contra os ataques, como PEC 241, reforma trabalhista e previdenciária dos golpistas, da mídia e do empresariado.




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