ATAQUE AOS TRABALHADORES

Câmara de SP aprova reforma administrativa para atacar servidores públicos

Projeto que ataca os servidores públicos foi votado em primeira instância na Câmara da cidade de São Paulo. Com o falso discurso de atacar privilégios, na verdade o que se mostra é a maior precarização dos serviços públicos para a população, abrindo espaço para a privatização.

quinta-feira 6 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Afonso Braga / CMSP

Apesar do silêncio da mídia para esconder esse grande ataque aos servidores públicos de São Paulo, hoje na Câmara de vereadores de SP foi votado o projeto de reforma administrativa que abre espaço para a gestão de serviços públicos por empresas privadas e extingue diversos cargos.

O presidente da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB), disse que a reforma representa parte do "Plano Municipal de Desestatização que tem o objetivo de enxugar os gastos públicos". Segundo o próprio Eduardo Tuma, vários funcionários serão realocados para não serem demitidos, e assim contratar empresas privadas para executar os trabalhos que feitos por eles anteriormente.

O projeto quer extinguir várias estruturas municipais, que direta ou indiretamente atendem à população, precarizando ainda mais esses serviços, como por exemplo a administração do Teatro Municipal.

Essa reforma da Câmara de São Paulo é a ante-sala para a reforma administrativa que quer Paulo Guedes, Bolsonaro e Rodrigo Maia para acabar com qualquer estabilidade dos servidores públicos. Fazem parte dos projetos de privatização em diversas empresas como Eletrobrás, Correios e Petrobrás. Nos inspiremos nas greves dos petroleiros para barrar os ataques do governo e dos patrões.




Tópicos relacionados

Reforma Administrativa   /    Câmara dos Vereadores   /    PSDB   /    São Paulo

Comentários

Comentar