Educação

ESCOLA SEM PARTIDO EM SP

Câmara Municipal de SP tenta votar o reacionário projeto "Escola Sem Partido"

Câmara Municipal de São Paulo coloca em votação o projeto reacionário "Escola Sem Partido", como parte de um conjunto de ataques à educação, para perseguir professores e a liberdade de pensamento dentro das escolas.

quinta-feira 20 de dezembro de 2018| Edição do dia

A Câmara Municipal de São Paulo se articulou para colocar em votação o projeto “Escola Sem Partido” no município de São Paulo hoje (20). O projeto encabeçado pela direita reacionária busca intervir no conteúdo ensinado nas escolas para perseguir professores e atacar a liberdade de pensamento dos estudantes e a liberdade de ensino dos professores.

Não é a primeira vez que Bruno Covas (PSDB), o atual prefeito de São Paulo, ao lado de vereadores tentam passar este ataque brutal à educação: há cerca de um mês, o Esquerda Diário noticiou uma tentativa articulada da câmara de colocar o projeto reacionário em votação. Os defensores deste ataque alegam que tentam garantir uma “proteção contra a doutrinação” em sala de aula, quando na realidade buscam censurar diretamente qualquer discussão sobre gênero e sexualidade e impedindo que os alunos tenham acesso a esse debate no verdadeiro ambiente onde ele deve ocorrer: no espaço escolar.

Essa perseguição já existe independentemente do projeto de lei, de modo que um dos vereadores de São Paulo, o reacionário Fernando Holiday, vereador pelo DEM e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), é alvo de inquérito por ter feito uma “blitz” nas escolas para “caçar professores doutrinadores”. Com respaldo na eleição de Jair Bolsonaro, assíduo defensor deste projeto, figuras da escória da direita se voltam com força para tentar aprovar o “Escola Sem Partido”. Bolsonaro gravou um vídeo recentemente encorajando alunos à gravarem seus professores “doutrinadores” fomentando perseguição política nas salas de aulas e atacando a liberdade de pensamento crítico. Em última instância, a intenção desse movimento e do projeto de lei é criar rusgas em sala de aula que dificultem a poderosa aliança de professores e estudantes para defender a educação dos ataques dos próximos governos.

Veja também: Hipócrita: deputada do PSL quer "Escola Sem Partido" e dá aula com camiseta de Bolsonaro

Este ataque não vem isolado: faz parte de um conjunto de ataques contra a Educação que Bruno Covas, se apoiando em Bolsonaro, tenta implementar contra professores, alunos e comunidade escolar. O Sampaprev, a reforma da previdência para os servidores municipais de São Paulo, teve sua primeira tentativa sob gestão de João Doria, eleito governador de São Paulo, e agora Covas segue com seus projetos tentando novamente aprovar esta violenta reforma. Os professores municipais, que organizaram uma greve e atos massivos, conseguiram barrar a tentativa de Doria, e é nesse exemplo que os trabalhadores devem se apoiar para derrotar Covas e seus ataques. Os estudantes, que já mostraram sua força ocupando escolas e saindo às ruas contra os ataques à educação, devem se organizar em aliança com os professores, para lutar contra o projeto neoliberal e de sucateamento do ensino público que levanta tanto Covas, quanto Bolsonaro.




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