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RIO DE JANEIRO

Cabral com 340milhões, Pezão citado no escândalo quer servidores sem salário

quinta-feira 26 de janeiro de 2017| Edição do dia

A operação Eficiência, nova fase da Lava Jato no Rio, baseada em parte nas delações premiadas dos irmãos Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, operadores do mercado financeiro, revelou hoje como ambos faziam os esquemas de transferência do dinheiro recebido pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) para contas em 9 paraísos fiscais.

As contas no exterior estão em nome dos irmãos, e contam com o montante de US$ 100 milhões, o equivalente a 340 milhões em reais. O esquema de transferência teve início em 2002, quando Cabral, por medo de ser pego no escândalo do propinoduto pediu ajuda para encobrir o dinheiro desviado.

Em novembro do ano passado o ex-governador, citou Luiz Fernando Pezão (PMDB), em depoimento à polícia federal pelo desvio de verbas da obra do Maracanã. Durante a gestão de Cabral, Pezão era secretário de obras, e tratava da relação com as empreiteiras. A Polícia Federal do Rio arquivou o processo.

O herdeiro político de Cabral, é responsável por levar a frente junto ao governo golpista de Temer um severo ataque aos trabalhadores e juventude, impondo um plano de austeridade que não tem outro objetivo que os fazer pagar pela crise criada por eles, em nome de favorecer e manter o lucro dos capitalistas, conforme denunciamos aqui.

Os servidores estão sem salários, e em recente declaração o secretário da fazenda, deixou claro que este ano pagaria apenas 7 dos 13 salários que os servidores tem direito, um verdadeiro absurdo! Enquanto os servidores não tem o que comer, Cabral Pezão, seguem suas vidas repletas de privilégios. Isso sem falar a crise na UERJ, que corre o risco de fechamento, e da situação de barbárie da saúde pública. Não podemos aceitar que a crise seja paga por nós, e nem mesmo ter confiança que com o avanço da Lava Jato o dinheiro que retornará será investido em benefício dos trabalhadores, ou mesmo, que o judiciário atua em nosso favor, a exemplo disso, aprovaram recentemente o fim do direito de greve dos servidores, já prevendo situações como a que passa hoje o Rio de Janeiro, e outros estados do país.




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