Educação

Movimento Nossa Classe Educação

CUT e CTB precisam convocar os professores a serem ponta de lança na luta pelo direito do povo escolher em quem votar

quinta-feira 5 de abril| Edição do dia

A votação do STF e a decisão contra ao Habeas Corpus da defesa de Lula tomada por 11 ministros, do alto de seus privilégios e que nem sequer foram eleitos pelo povo, dão um passo a mais para a prisão do ex-presidente. Entretanto nada disso pode ser entendido sem olharmos a trajetória do próprio golpe institucional que levou ao impeachment de Dilma em 2016, que não só abriu caminho para governo ilegítimo de Temer (PMDB) atacar cada direito dos trabalhadores, como por exemplo a aprovação da PEC 55, da Reforma Trabalhista e que tentou fazer a Reforma da Previdência; mas que hoje permite que uma intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, que executou Marielle, uma vereadora do PSOL, mulher negra e militante da esquerda. Golpe que agora ataca com o judiciário votando a prisão de Lula sem provas, com as posições mais arbitrárias para embasar seu golpismo enquanto sequestra novamente o direito do povo escolher em quem votar.

É urgente uma batalha contra o golpismo do judiciário e para isso é necessário que a CUT, que é dirigida pelo PT, e também a CTB, que são as maiores centrais sindicais do país, convoquem imediatamente uma luta real contra esse golpe aos direitos democráticos do povo trabalhador. Em cada sindicato e local de estudo onde estão precisam chamar assembleias amplas para que os trabalhadores e estudantes possam discutir profundamente e construir uma luta que rompa com o rotineirismo de simples vigílias, e assim tomar verdadeiramente as ruas em defesa dos direitos democráticos e contra a corja golpista do parlamento e do judiciário.

Nós, professores do Movimento Nossa Classe Educação em São Paulo, exigimos da Bebel pela presidência da APEOESP e também de Claudio Fonseca no SINPEEM, ambos sindicatos filiados à CUT, que rompam com seu silêncio e paralisia frente a esse escândalo e cumpram o papel de direção e organizem os professores na verdadeira linha de frente que já mostraram que podem ser, derrotando a Reforma da Previdência de Doria (PSDB) no município de São Paulo, contra esse ataque profundo aos direitos democráticos que é mais uma prova de que segue aberta a ferida do golpe institucional que só pode ser fechada com os métodos de luta da classe trabalhadora, métodos esses que a CUT e o PT ignoram a importância enquanto declaram trégua aos golpistas e defendem a justiça que possivelmente prenderá Lula, tudo em nome da sua política de conciliação de classes. E também chamamos a que a CSP Conlutas e a Intersindical sejam parte dessa batalha anti-burocrática e tomem pra si essa política de exigência. É escandaloso que CUT e CTB sigam cumprindo papel de freio para nós trabalhadores, enquanto todo o povo brasileiro segue sob ameaça do exército caso não avance o golpe institucional.




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