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CTB/CUT comemoram antes da hora e esquerda mantém força no Sindicato dos Metroviários

Ocorreu esta semana as eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Metroviário de SP. CUT/CTB se precipitaram na comemoração, mas esquerda manteve maioria.

sábado 3 de setembro| Edição do dia

Ontem, sexta-feira (02/09), ocorreu a apuração dos votos da eleição do Sindicato dos Metroviários, depois de uma semana intensa de votação e campanha nas áreas do Metrô. O resultado das eleições, que teve cinco chapas inscritas, foi:

- A Chapa 1 composta pelo PSTU, pela nova organização MAIS (grupo que rompeu com o PSTU) e o MES (corrente do PSOL) teve 14 diretores eleitos.

- A Chapa 2 composta pela CTB/ CUT e Consulta Popular teve 27 diretores eleitos.

- A Chapa 3 composta pela LS/Unidos pra Lutar (corrente do PSOL), Coletivo Chega de Sufoco (ligado a Frente Povo sem Medo) e coletivo Ação Metroviária (composto pelo PCR e independentes) teve 14 diretores eleitos.

- A Chapa 4 composta pelo grupo União Metroviária que defende um sindicato corporativista e sem partidos políticos teve 3 diretores eleitos.

- E a Chapa 5 composta pelo MRT e independentes teve 3 diretores eleitos.

A esquerda se mantém como maioria no Sindicato

O resultado das eleições expressou um fortalecimento da CTB e da CUT que tiveram quase metade da diretoria, numa campanha que se apoiou no discurso corporativista assim como a Chapa 4 da União Metroviária e no desgaste da diretoria atual (PSTU, MAIS, Frente povo sem medo, LS/unidos pra lutar) pelos erros que cometeu. Mas CTB/CUT cantou vitória antes da hora, até mesmo a presidente da Apeoesp, Bebel da CUT, publicou um post no Facebook comemorando que a Chapa 2 tinha maioria no Sindicato dos Metroviários.

Ao contrário, as chapas da esquerda (1,3 e 5) mantiveram a sua força com a maioria da diretoria de base, um resultado muito importante para que possamos resistir aos ataques que estão anunciados pelo governo golpista do Temer e o governo de Alckmin.

Fortalece uma alternativa de renovação à esquerda

A Chapa 5 Nossa Classe Pela Base apresentou durante toda a campanha um programa de um sindicato construído pela base da categoria, em aliança com a população e lutando contra as opressões, sendo a chapa que mais possuiu candidatas mulheres e candidatos negros.

Foram três diretoras eleitas: Carla do tráfego da Linha 2 Verde, Monique pela Linha 5 Lilás e Marília Rocha do tráfego da Linha 3 vermelha.

Uma importante votação que expressa o trabalho de base e que contribui para a força da esquerda na nova diretoria com três mulheres à frente.

Monique Viana, candidata eleita da Linha 5 agradeceu os votos que recebeu daqueles que "acreditaram na renovação e no fortalecimento da luta contra a grande batalha que já se iniciou com a privatização da linha 5 e se intensificará em pouco tempo". E complementou "Teremos anos difíceis à nossa frente, com ataques aos nossos direitos, repressão, opressão intensificada, contradições cada vez mais escancaradas. Mas também serão anos de muita luta, solidariedade e vontade de mudança. E essa mudança tem que ter cara de mulher, tem que ter cara negra, tem que ter a cara LGBT."

Carla Carvalho, candidata eleita da Linha 2 Verde também agradeceu os votos recebidos, ressaltou a importância da eleição de três mulheres com o conteúdo que defendem. "Elegemos três mulheres com uma política bastante firme de combate à burocratização do sindicato, de delimitação dos governos, de luta contra a privatização e dando também muito foco ao combate à terceirização. Outra política que levantamos com bastante centralidade foi o combate às opressões."

Carla Carvalho disse também "levando em conta a firmeza de nossos princípios e o fato de que o ambiente sindical é majoritariamente composto por homens e por vezes machista, eleger três mulheres representa resistência e nos mostra que estamos no caminho certo! A luta só está começando e, de nossa parte, seremos incansáveis na luta pela política com a qual nos elegemos."

Marilia Rocha candidata eleita pelo tráfego da Linha 3 Vermelha também agradeceu seus votos e comentou sobre as perspectivas com a nova direção do Sindicato no cenário nacional. "Temos a frente anos difíceis, com a consolidação do governo golpista do Temer devemos nos preparar para os mais duros ataques aos direitos dos trabalhadores, da população pobre, da juventude e dos setores oprimidos. A CTB e a CUT nesse processo não moveram uma palha para combatê-lo de fato, fizeram discursos vermelhos na última semana, mas se adaptaram em ser uma oposição responsável com showmícios e foram incapazes de fazer um chamado a greves, a mobilizações, ficaram na paralisia. Para barrar a privatização do Metrô e os ataques aos nossos direitos teremos que dar saídas radicais fortalecer nosso sindicato pela base, aliar com a população, não conciliar com a Empresa e nos mobilizar, fortalecer nossos mecanismos democráticos, a serviço disso será nosso mandato como diretoras".

Por fim, Monique Viana complementou "todos nós, explorados e oprimidos, daremos nossas mãos e marcharemos rumo a essa luta, que não está ganha, mas com força, união e foco, será traçada rumo nossos objetivos!".


apoiadores e membros da Chapa 5 - Nossa Classe Pela Base




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