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CSP-Conlutas realizará Seminário sobre terceirização

Conversamos com Diana Assunção, dirigente nacional do MRT e também diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP, conhecida pela luta ao lado das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados.

quinta-feira 24 de março de 2016| Edição do dia

Nos próximos dias 2 e 3 de abril a Central Sindical e Popular Conlutas irá realizar o Seminário Nacional sobre terceirização. Este Seminário é fruto de inúmeras discussões políticas em torno de qual programa é necessário levantar frente ao avanço da terceirização do trabalho no Brasil, debates que ocorreram no II Congresso Nacional da CSP-Conlutas e neste ano foram parte de discussões da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas.

Conversamos com Diana Assunção, dirigente nacional do MRT e também diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP, conhecida pela luta ao lado das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados. Diana, que é autora do livro "A precarização tem rosto de mulher", que conta já com duas edições, comenta ao Esquerda Diário a importância deste seminário "Desde a fundação da Conlutas em 2006 viemos levantando a necessidade da Central ter um posicionamento claro em relação a terceirização do trabalho. É preciso enfrentar esta divisão que querem impor em nossa classe, entre efetivos, terceirizados, temporários, jovens cidadãos e tantas outras formas de precarizar o trabalho. Por isso é um momento muito importante pois existem muitas posições dentro da central. Eu venho estudando este tema já há alguns anos a partir da participação concreta em processos de luta de trabalhadoras terceirizadas. Já tinha essa opinião e somente se comprovou nestas greves: é preciso defender a efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público ou processo seletivo".

Diana também comentou que o Seminário irá ocorrer num momento efervescente da política nacional "Estamos ao lado dos trabalhadores terceirizados e precários que seriam os principais atingidos em um cenário onde a direita quer impor um impeachment para aplicar ajustes ainda mais duros, que atingirão em primeiro lugar os terceirizados, a juventude trabalhadora e as mulheres. Ao mesmo tempo, enfrentamos os ajustes do governo Dilma exigindo que as centrais sindicais rompam o governo e passem a organizar um movimento nacional contra os ajustes e a impunidade dos poderosos, impondo uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana".

Confira a programação:

2 de Abril – Aberto ao público em geral

PAINEL “A terceirização como desregulamentação das leis trabalhistas e a precarização do Trabalho”

Expositores: Luiz Camargo, procurador do Trabalho; Ronaldo Lima dos Santos, professor da Faculdade de Direito da USP e procurador do Trabalho; Diana Assunção, autora do livro “A precarização tem rosto de mulher”, e representações do SindMetal de São José dos Campos e do Sintusp.

PAINEL “A terceirização como forma de divisão da classe trabalhadora e as consequências para o exercício da representação sindical no Brasil”

Expositores: Jorge Luiz Souto Maior, juiz de Direito; Andrea da Rocha Carvalho Gondim, procuradora do Trabalho, e representações da Federação Nacional dos Gráficos e da Federação Nacional dos Petroleiros.

PAINEL “A crise Econômica e política do Brasil, o avanço da privatização e da terceirização”

Expositores: um representante do ILAESE (Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos); César Brito, ex-presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e representação do Sindicato dos Metroviários de SP.

3 de Abril – Reservado aos ativistas da CSP-Conlutas

Exposição e discussão das três posições em debate no interior da Central frente à terceirização no serviço público.

Encaminhamentos e resoluções.




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