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Fim da CPI | CPI da Covid aprova relatório e propõe indiciar Bolsonaro por 10 crimes durante a pandemia

Por 7 votos a 4, a CPI da Covid aprovou o relatório final nessa terça-feira, dia 26, no Senado Federal. A CPI sugere indiciamento de 78 pessoas, duas empresas e também de Jair Bolsonaro, que está sendo responsabilizado por 10 crimes.

quarta-feira 27 de outubro | Edição do dia

Com mais de 1.200 páginas, a íntegra do relatório pode ser lida aqui e foi redigida por Renan Calheiros, MDB. Após meses, a CPI enfim chega ao seu fim com a sugestão de indiciamento de 78 pessoas, duas empresas e o presidente Jair Bolsonaro. A CPI não possui o poder de abrir o processo, ela apenas faz indicações. No caso de Jair Bolsonaro, cabe agora ao Procurador-Geral da República, o bolsonarista Augusto Aras, avaliar a peça e decidir se oferecerá denúncia à Corte ou não.

Os dez crimes de Bolsonaro incluem delitos comuns e também infrações político-administrativas. Casos como “crimes contra a humanidade” ou “charlatanismo” não são surpresa para ninguém, tendo em vista a quantidade sem tamanho de barbaridades contra a humanidade, em especial os trabalhadores e mais pobres do Brasil, que Bolsonaro vem cometendo há tempos. A palavra "genocídio" ficou de lado no relatório final.

Nomes como o general Walter Braga Netto apareceram também relacionados à “epidemia culposa com resultado de morte”, como se Braga Netto estivesse fazendo o que fez “sem dolo”. Os três filhos mais velhos de Bolsonaro, bem como a tropa de choque no Congresso, estão incluídos no relatório.

Pazuello, Lorenzoni, Ernesto Araújo e Queiroga são alguns dos nomes de ministros e ex-ministros que apareceram também.

A CPI, apesar de indicar uma série de crimes de Bolsonaro e corresponsáveis pelas mais de 600 mil mortes no país, promete mundos e fundos na medida em que agora cabe ao bolsonarista Augusto Aras avaliar se levará as denúncias à frente ou não. À raposa deixaram o galinheiro. Ao mesmo tempo, buscou limpar a cara de um regime, em especial de um Congresso, comprometidos com os ataques desferidos contra os trabalhadores durante a pandemia. Apesar da CPI, Aziz, Renan, os Bolsonaros e até o STF estão de mãos dadas na hora de retirar direitos, congelar salários de servidores, destruir a educação e a saúde pública, privatizar estatais, etc.

Para saber mais sobre a CPI, leia mais aqui: O fim de uma CPI que prometeu muito e entregou pouco

Veja abaixo a lista de alguns dos citados no relatório final, com seus respectivos crimes:

- Jair Bolsonaro - presidente da República - epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação; crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos; e crimes de responsabilidade 



- Flávio Bolsonaro - senador - advocacia administrativa, incitação ao crime e improbidade administrativa.



- Eduardo Bolsonaro - deputado federal - incitação ao crime



- Carlos Bolsonaro - vereador da cidade do Rio de Janeiro - incitação ao crime.

- Eduardo Pazuello - ex-ministro da Saúde - homicídio qualificado, epidemia, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, comunicação falsa de crime, genocídio de indígenas e crime contra a humanidade

- Marcelo Queiroga - ministro da Saúde - epidemia culposa com resultado morte, prevaricação

- Onyx Lorenzoni - ex-ministro da Cidadania e ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência - incitação ao crime, genocídio de indígenas 



- Ernesto Araújo - ex-ministro das Relações Exteriores - epidemia culposa com resultado morte, incitação ao crime.



- Walter Braga Netto - ministro da Defesa e ex-Ministro Chefe da Casa Civil - epidemia culposa com resultado morte 



- Allan dos Santos - dono do site Terça Livre - incitação ao crime.

Votaram a favor do relatório final:

- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Tasso Jereissati (PSDB-CE);
- Otto Alencar (PSD-BA);
- Humberto Costa (PT-PE);

- Randolfe Rodrigues (Rede-AP);

- Omar Aziz (PSD-AM); 

- Renan Calheiros (MDB-AL). 



Votaram contra o texto:


- Jorginho Mello (PL-SC);

- Luis Carlos Heinze (PP-RS); 

- Eduardo Girão (Podemos-CE);

- Marcos Rogério (DEM-RO)




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