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CPERS convoca ato contra privatização da Carris nesta quarta em Porto Alegre

O 38º e o 39º núcleo do CPERS da capital convocam a categoria em greve, a comunidade escolar, os trabalhadores e a população de Porto Alegre para um ato contra a privatização da Carris nesta quarta-feira (04). Os núcleos vão organizar ônibus para sair às 15h da sede do sindicato no Centro da cidade para ir até a Companhia, onde será a manifestação.

quarta-feira 4 de outubro| Edição do dia

Como parte da agenda de greve dos núcleos da capital, ocorrerá nesta quarta-feira uma manifestação contra a privatização da Carris. Os trabalhadores da empresa já vêm fazendo panfletagens e assembleias para organizar a luta contra os planos de Marchezan de vender a empresa, e esse ato da greve dos professores deve fortalecer a pressão contra o governo.

Os núcleos da capital organizarão ônibus para levar trabalhadores em educação em greve até a Carris, partindo da sede do sindicato, na Av. Alberto Bins, 480, até a empresa pública de transportes, onde a manifestação ocorrerá ao longo da tarde.

Somente a unidade entre rodoviários todos os setores em luta pode barrar os planos de Marchezan de entregar a maior empresa de transporte da capital nas mãos da iniciativa privada. Por isso é fundamental que os educadores em greve, assim como os municipários, que iniciam greve na próxima quinta (05), somem às suas pautas a defesa da Carris como uma empresa pública.

Além da manifestação de quarta-feira, os núcleos da capital também organizarão um ato no morro da TV nesta quinta, entregando uma carta aberta à mídia para que rompam o silêncio sobre a greve da categoria. Na sexta-feira às 14h ocorre uma reunião do Comando de Greve, além de visitas às escolas que ocorrem diariamente. Pedágios, e brechós solidários também serão organizados pelos educadores em greve.

Veja a nota do CPERS contra a privatização da Carris:

Nota de repúdio a privatização da Carris

O CPERS vem a público manifestar seu apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da empresa Carris e afirmar seu repúdio a privatização da empresa, já cogitada pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior.

Se a empresa for privatizada, mais de 2 mil trabalhadores ficarão sem emprego. Será que esta é a única saída para solucionar os problemas da empresa? A quem realmente interessa esta privatização?

Por que deixar que serviços essenciais à população sejam privatizados? Qual a justificativa para a entrega ao setor privado?
Marchezan, com seu já conhecido discurso de “fazer o novo”, demonstra claramente sua feroz defesa do empresariado.

Historicamente, constata-se que os únicos beneficiários com as privatizações têm sido o setor financeiro privado e as grandes empresas.

Privatizar e entregar tudo nas mãos de poucos definitivamente não é a solução.
É urgente unir as lutas contra a privatização do que ainda resta de patrimônio público no Brasil, pois é para pagar a dívida pública e preservar este modelo de “Estado Mínimo” para o Social – e “Estado Máximo” para o Capital – que as riquezas nacionais continuam sendo privatizadas.

A Carris
A Carris foi fundada em 1872, na época em que o transporte público de Porto Alegre era realizado por meio de bondes. Em 1999, foi considerada a melhor empresa de transporte público do Brasil pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).




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