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CNT prevê retomada da economia só em 2018

Empresários preveem retomada econômica apenas em 2018. Instabilidade política sobre Temer aumenta e acelera a pressão por ataques.

segunda-feira 28 de novembro| Edição do dia

A maioria dos empresários que atuam na área de transportes acredita que terá uma faturamento mais alto no ano que vem, mas considera que a melhora na economia brasileira só deve ser percebida em 2018. Para os transportadores, as medidas de ajuste fiscal são necessárias. E mais de 90% avaliam que o aumento de impostos não vai resolver a crise, tem pressa nos ataques.

De acordo com a Sondagem de Expectativas Econômicas do Transportador 2016, realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 47,7% dos empresários consultados espera um crescimento na receita bruta em 2017. Para 42,3%, a receita deve se manter igual à de 2016. Uma parcela de 8,1% avalia que o faturamento deve cair no próximo ano.

Para 49,3% dos empresários do setor, a retomada do crescimento econômico só será sentida em 2018. Para 23,5% dos consultados, o crescimento será percebido já no próximo ano; outros 13,5% consideram que os resultados só virão em 2019; para 11,6%, somente em 2020.

Entre os empresários consultados, 48,8% acreditam que haverá uma melhora na atividade econômica no ano que vem; 34,8% avaliam que o PIB deve ficar estável; e 11,1% acreditam que a economia deve cair no próximo ano.

Sobre a crise política, 90,7% dos entrevistados avaliam que ela prejudicou o desempenho do setor transportador no País. Em relação a 2015, 53,5% relataram que sua confiança na gestão econômica do governo aumentou; para 23,4%, a confiança se reduziu; e para 22,1%, ficou estável.

Para 61%, o grau de confiança dos entrevistados na gestão econômica do governo é moderado; para 26,7% dos empresários, baixo; e para 11,2%, alto. A maioria (60,2%) aprova as medidas fiscais propostas pelo governo, mas 29,8% são contra. Para 92,2%, o aumento de impostos não iria ajudar o governo a solucionar a crise.

A pesquisa consultou 795 empresários por telefone entre os dias 17 de outubro e 11 de novembro em todo o País. Foram entrevistadas companhias que atuam nas áreas de transporte rodoviário e ferroviário de cargas, transporte rodoviário e urbano de passageiros por ônibus, transporte aquaviário, metroferroviário e aéreo de passageiros.

As projeções e opiniões dos empresários do transporte refletem a tendência de pressão da burguesia contra o governo Temer, que além das debilidades no campo econômico, tem enfrentado nos últimos dias grande instabilidade política frente a crise nos ministérios. A demora na retomada econômica para a manutenção dos lucros dos empresários veio gerando muita pressa e fortalecendo a pressão e instabilidade no governo golpista. Seja Temer cedendo as pressões da burguesia e efetivando os ataques o mais rápido possível, seja seguindo o curso de instabilidade e busca por novas saídas mais legítimas para implementação dos ataques, aos trabalhadores e juventude que sofrem com os ataques, resta resistir organizando a luta de forma independente.




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