Economia

EMPRESÁRIOS COM TEMER

CNI diz: industriais preferem seguir com Temer sem mais "turbulência"

A afirmação foi feita pelo presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Andrade. Ele diz que o processo de escolha de um novo presidente traria mais instabilidade e prejudicaria a indústria.

segunda-feira 26 de junho| Edição do dia

"Todo o empresariado prefere continuar com o presidente Michel Temer. Hoje a posição é essa: é melhor seguir e fazer a transição no país. (...) Chega de turbulência. O processo de escolha de um novo governo demoraria meses, até o final deste ano, para depois no ano que vem já termos campanha para as eleições. (...) a inflação caiu, o dólar subiu um pouco, o que foi bom para a indústria. Mas não se sabe o que pode acontecer."

Assim resumiu a situação dos capitalistas da indústria o presidente de sua confederação, Robson Andrade. A CNI representa 27 federações industriais, 1.250 sindicatos patronais, aos quais estão filiados quase 700 mil companhias. Eles desejam mais recursos públicos para seus negócios, e dizem que conseguir dinheiro do BNDES tem sido mais difícil:

"Leva-se mais de um ano para conseguir a aprovação porque [funcionários] podem ser questionados pelo Ministério Público. Órgãos ambientais também estão paralisados."

Odebrecht volta ao mercado

Após dois anos sem lançar um empreendimento, a empreiteira Odebrecht vai lançar até agosto um novo negócio, com investimento de R$20 a R$30 milhões. O diretor financeiro da construtora, Jayme Fonseca, disse à Folha de S. Paulo:

"Para nós, é importante manter a companhia em operação e mostrar força ao mercado. O loteamento será feito em um terreno que já era da Odebrecht, em Sauípe [BA], então o aporte é relativamente baixo. Temos cerca de sete projetos já aprovados, mas, assim como as demais empresas do setor, vamos aguardar uma melhora."

Depois de seu escandaloso esquema de corrupção que dura décadas ter sido revelado, eles dizem que irão instalar um sistema "antifraudes":

"Como o valor de imóveis é algo relativo, o setor é usado há muito tempo para lavagem de dinheiro. Passamos a analisar as condições de patrimônio e renda dos clientes e comparamos com o valor da transação."

O resultado concreto disso foi que, em 2017, entre 400 unidades comercializadas, 2 tiveram venda suspensa pela companhia.




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