Mundo Operário

PRISÃO LULA

CDB do SINTUSP vota posição contrária à prisão arbitrária de Lula

Em reunião do Conselho Diretor de Base do Sindicato dos Trabalhadores da USP, os trabalhadores da universidade fazem desse sindicato um dos poucos do país a sair com uma posição contrária a prisão arbitrária de Lula!

Babi Dellatorre

Diretora do SINTUSP

Marcello Pablito

Trabalhador do bandejão da USP e membro da Secretaria de Negras, Negros e Combate ao Racismo do Sintusp

sexta-feira 6 de abril| Edição do dia

Em reunião do Conselho Diretor de Base do Sindicato dos Trabalhadores da USP, os trabalhadores da universidade votaram contra a prisão arbitrária de Lula, fazendo desse sindicato um dos poucos do país filiados a CSP-Conlutas a sair com uma posição contrária a prisão arbitrária de Lula de forma independente do PT. Esta posição saiu um dia depois que a CSP-Conlutas soltou declaração endossando a prisão de Lula em nome da defesa da "prisão de todos os corruptos" como se não estivesse em curso no país uma escalada do autoritarismo judiciário contra direitos elementares como a presunção de inocência e o direito de defesa.

A resolução votada na reunião foi: "Frente à situação política nacional de profundos ataques à classe trabalhadora, frente à decisão do STF e à ordem do juiz Sérgio Moro pela prisão de Lula, e já tendo declarado este ano que não temos “nenhuma confiança na Lava Jato e no Judiciário, que consideramos que o judiciário age de maneira arbitrária, com o fim político de inviabilizar a candidatura de Lula, que nos posicionamos contra sua condenação arbitrária e que lutamos contra as reformas do governo, de maneira independente do PT”, o Conselho Diretor de Base do SINTUSP, reunido no dia 6 de abril, debateu e deliberou: CONTRA A PRISÃO ARBITRÁRIA DE LULA!"

Em 2016, durante o processo de destituição da Dilma aprovado pelo Parlamento reacionário, nossa categoria se posicionou "Contra o impeachment e os ataque do governo do PT". Em janeiro de 2018, diante da condenação do Lula "sem provas, mas com muita convicção", nossa categoria se posicionou com "nenhuma confiança na lava-jato e no Judiciário, considerando que o judiciário age de maneira arbitrária com o fim político de inviabilizar a candidatura de Lula, que nos posicionamos contra sua condenação arbitrária e que lutamos contra as reformas do governo de maneira independente do PT". O Sintusp foi um sindicato que teve durante todo este período do golpe uma política independente do PT sem cair no canto de sereia do golpe institucional, explicando aos trabalhadores que foi o próprio PT quem abriu espaço pra este golpe, assimilando os métodos da corrupção e aplicando parte dos planos de ajustes.

E hoje, diante do avanço arbitrário do judiciário, apoiado nas ameaças de generais de suas casernas contra a população, culminado no mandato de prisão de Lula, nossa categoria se posicionou "contra a prisão arbitrária do Lula" chamando a manter a mobilização contra todos os ataques do governo golpista de Temer como a reforma trabalhista e a reforma da previdência. Esta batalha se deu em luta política direta com setores da esquerda que foram parte da defesa do golpe institucional no Brasil, seja defendendo o impeachment como o PSTU com seu "Fora Todos", seja fazendo unidade com o MBL e o Vem Pra Rua nos atos pelo impeachment e pela prisão de Lula como o Transição Socialista seja na defesa da Lava Jato como é o caso do MES-PSOL. O Coletivo Piqueteiros e Lutadoras defende não debater estas questões políticas que segundo eles não tem relação com a luta dos trabalhadores, mas se alinham com a posição do PSTU e da CSP-Conlutas, dirigidas por este último.

Nós, do MRT, que impulsionamos o Movimento Nossa Classe (MNC) e o grupo de mulheres Pão e Rosas (PeR) temos orgulho de ter sido a força política que apoiou e fortaleceu esses posicionamentos da base da categoria para impulsionar a luta independente dos trabalhadores contra todos os ataques. Esta batalha é parte de construir uma alternativa que supere o PT pela esquerda.

Confira a batalha do Movimento Nossa Classe na reunião do CDB do SINTUSP:

Fala de Babi Zária, diretora do Sintusp e integrante do Movimento Nossa Classe no Conselho Diretor de Base do Sintusp.

Fala de Bruno Gilga Rocha, integrante do Movimento Nossa Classe no Conselho Diretor de Base do Sintusp.

Fala de Marcello Pablito, diretor do Sintusp e integrante do Movimento Nossa Classe no Conselho Diretor de Base do Sintusp.

Fala de Claudionor Brandão, diretor do Sintusp e integrante do Movimento Nossa Classe no Conselho Diretor de Base do Sintusp.

Boletim do Sintusp:




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