REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CCJ do Senado mantém ataques a aposentadoria por invalidez e abono, com aprovação da reforma

CCJ barra modificações no projeto da Reforma da Previdência antes de ir para o Senado, mantendo alterações no cálculo de aposentadoria por invalidez e abono salarial, denunciando o tamanho do ódio contra os trabalhadores e a vontade de fazer com que paguem pela crise capitalista.

terça-feira 1º de outubro| Edição do dia

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou uma emenda na reforma da Previdência que tentava manter o cálculo de aposentadoria por invalidez e que buscava manter o abono salarial para todos os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos.

Ambos destaques que foram barrados na CCJ, e que agora proposta segue ao Senado, denunciam o ódio com que este governo avança contra os trabalhadores em nome dos interesses dos patrões.

Hoje, os beneficiários nessa situação se aposentam com 100% da média dos salários de contribuição. A reforma reduz o cálculo para 60%, acrescentando dois pontos porcentuais por ano de contribuição superior a 20 anos, no caso de homens, e a 15 anos, no caso de mulheres.

A média das aposentadorias pagas no Brasil hoje é de 1 salario mínimo, que na prática significa, associada ao desmonte dos serviços públicos, uma imposição de condições ainda mais miseráveis para os trabalhadores. Do outro lado, juízes e parlamentares, como próprio Bolsonaro que se aposentou aos 58 anos, seguem garantindo e até mesmo acumulando aposentadorias por cargos e ostentando privilégios exorbitantes.

Ambas tentativas de alteração, apresentadas pelo PT, foram derrotadas por 15 votos a 10. A estratégia petista de enfrentamento pela via parlamentar se mostra fracassada diante do avanço a passos largos de Bolsonaro, do Congresso e do judiciário contra a classe trabalhadora.

Do outro lado, governadores do PT do Nordeste seguem barganhando migalhas de "megaleilões" de privatização de campos de petróleo no Brasil em troca de prestarem apoio à reforma da previdência. A CUT, dirigida pelo PT, e a CTB, dirigida pelo PCdoB, seguem suas negociatas com Rodrigo Maia, ajustando a reforma da previdência para manterem seus privilégios.

É preciso recuperar os sindicatos das mãos da burocracia sindical, e que figuras parlamentares usem seus mandatos como forma de potencializar a força das ruas. Não podemos permitir que Bolsonaro avance contra direitos trabalhistas e previdenciários, entregando recursos e riquezas do país para fazer com que sejamos nós que paguemos pela crise. É urgente um plano de luta que possa canalizar a força dos trabalhadores e da juventude no campo da luta de classes, para por abaixo estre projeto de ataques de Bolsonaro, do Congresso e do Judiciário.




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