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CBF: Camisa 10 em Corrupção

O futebol de fato é uma fábrica de lucrativa de lucros e fonte fácil para sonegação de impostos. E a CBF está se especiliazando em produzir novos camisas 10, da corrupção.

terça-feira 23 de maio| Edição do dia

A polícia espanhola prendeu nas primeiras horas da manhã desta terça-feira o ex-presidente do Barcelona e parceiro de Ricardo Teixeira, Sandro Rosell, e deixou claro que mira o brasileiro e seus negócios com a seleção brasileira. Também foi divulgado que a renda dos amistosos da seleção brasileira iam parar no Qatar e de lá eram depositados em contas secretas em Andorra, paraíso fiscal.

A investigação gira em torno do contrato que Rosell manteve com a CBF, revelado pelo Estado de São Paulo em 2013, além de outros negócios envolvendo as Nike e lavagem de dinheiro.

Os rumores que as buscas se estendam também ao Brasil, a fim de investigar questões relacionadas à Teixeira. A suspeita é de que os dois suspeitos tenham lucrado US$ 15 milhões com a venda de direitos de TV para os jogos do Brasil. Os investigadores consideram que a "organização criminosa" desviava dinheiro de amistosos do Brasil e os lavava em paraísos fiscais.

A operação intitulada “ Operação Jules Rimet” , ocorre depois de investigações sobre lavagem de dinheiro por parte do ex-cartola. A fortes ligações entre CBF e Nike dentro do processo de investigação. A suspeita é de que valores altíssimos teriam sido repassados para contas secretas de Ricardo Teixeira, presidente da entidade brasileira naquele momento.

A suspeita é de que a Nike tenha pago uma propina de US$ 40 milhões em uma conta na Suíça para fechar um contrato com a CBF para patrocinar a seleção brasileira. Segundo o levantamento, o acordo avaliado em US$ 140 milhões rendeu em pagamentos paralelos e depositados no paraíso fiscal suíço. Do total da propina, uma parcela foi para Teixeira e outra para J. Hawilla, que teria intermediado o contrato.

Os EUA que deram os primeiros indícios de movimentação de contas na Espanha, e a partir daí vários caminhos se abriram para desvendar a rede desenhada por Rosell para ocultar o dinheiro.

Mas a investigação também confirma informações reveladas em 2013, sobre como Rosell mantinha contratos de fachada com a CBF e que parte da renda dos amistosos jamais chegava ao Brasil.

Nos últimos anos, a realização de amistosos tem sido a principal fonte de entrada de recursos de federações de futebol. No caso do Brasil, o fato de ter sido campeão em 2002, vice em 1998 e único time pentacampeão do mundo permitiu que a CBF e seus agentes aumentassem o valor do cachê para atuar pelo mundo.

O esquema funcionava da seguinte forma: a partir de cada jogo, eram repassados para a ISE como lucros da partida cerca de US$ 1,6 milhão. Desse total, US$ 1,1 milhão seguiam de volta para a CBF como pagamento pelo cachê. Mas o restante - cerca de US$ 500 mil - não era contabilizado para a entidade. Pelo contrato obtido pelo Estado, US$ 450 mil seriam encaminhados para contas nos EUA, em uma empresa de propriedade de Rosell.

No total, o contrato aponta que, por 24 jogos, o valor previsto para o pagamento seria de 8,3 milhões de euros para a empresa nos EUA. Dividido por 24 jogos, esse valor seria de US$ 450 mil.

Visando lucros maiores a CBF, ao lado de Rosell saiu em busca de contratos mais amplos a fim de promover jogos da seleção pelo mundo , onde os direitos sobre os jogos da seleção seriam adquiridos por um grupo de investidores árebes da ISE, empresa com base nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal.

Também foi revelado com exclusividade o envolvimento de Rosell na tentativa de Teixeira em obter residência em Andorra. O dirigente ainda está sendo investigado por conta do contrato de Neymar, no Barcelona.

Um dos homens presos hoje foi ainda Shahe Ohannessian. Oficialmente, ele é o dono da empresa que foi fundada por Rosell, a Bonus Sports Marketing SL. Mas investigadores descobriram que ele seria apenas um laranja do próprio ex-cartola.
Diante de tantas acusações e esquemas de corrupção que ainda que estão sendo investigados, podemos enxergar apenas a ponta do ice Berg no mundo do futebol, onde os verdadeiros craques estão atrás das mesas negociando milhões e lucrando cada vez mais.

O futebol de fato é uma fábrica de lucrativa de lucros e fonte fácil para sonegação de impostos. E a CBF está se especiliazando em produzir novos camisas 10, da corrupção..




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