RIO GRANDE DO SUL

CADi UFRGS manifesta apoio à ocupação da EEEF Estado do Rio Grande do Sul

Nenhuma escola a menos! Veja nota na íntegra da chapa 1 do Centro Acadêmico do Teatro da UFRGS (CADi) contra o fechamento da EEEF Estado do Rio Grande do Sul em Porto Alegre.

quinta-feira 10 de setembro| Edição do dia

"Na mesma semana em que o governo de Eduardo Leite anuncia o retornos às aulas presenciais em meio a pandemia, na última quinta-feira (3), Leite manda arrombar a Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul contra a vontade da comunidade para fechá-la de forma totalmente arbitrária. Centenas de documentos com os históricos das crianças e adolescentes da escola foram extraviados no processo e agora a Secretária de Educação não sabe dizer para onde foram. A Escola Rio Grande do Sul tem 300 alunos de Ensino Fundamental e EJA e atende a região central da capital gaúcha.

O argumento do governo para o fechamento da escola é de que ela possui poucos alunos já que em sua visão escola boa é escola com salas superlotadas e professores sobrecarregados, como faz agora com a aplicação do ensino remoto sem amplas discussões com a comunidade escolar que tem levado a uma maior precarização do trabalho docente e aprofundamento de problemas relacionados à saúde mental.

Os alunos da escola fechada seriam remanejados para outra escola, enquanto o prédio da Escola Estado do Rio Grande do Sul seria utilizado para abrigar moradores de rua. Na visão de Eduardo Leite e Faisal Karam, Secretário da Educação formado em administração de empresas (!!!!), é justificável fechar uma escola para fazer do seu espaço físico um "albergue" mesmo sabendo que não faltam prédios públicos abandonados bem como prédios privados totalmente vazios e se deteriorando no centro da cidade, segundo dados do IBGE em 2010 eram 40 mil imóveis potencialmente abandonados em Porto Alegre, que não são abertos para a organização de albergues por causa da especulação imobiliária. O governo usa de demagogia com a luta das pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social quando sabemos que nem mesmo se importa com elas, apenas com o lucro.

Como reação ao arrombamento, a EEEF Estado do Rio Grande do Sul no Centro Histórico de Porto Alegre foi ocupada pela comunidade dia 4 de setembro. A ocupação segue e exige o retorno dos objetos retirados pelo governo e a manutenção do direito de existir onde está.Já não basta o irracional combate a pandemia do covid-19 no RS com a abertura dos comércios sem testagem massiva e EPIs, o ensino remoto excludente e o anúncio de retorno das aulas presenciais do ensino básico mesmo em meio a pandemia, o arrombamento da Escola Estado Rio Grande do Sul só mostra que tanto Leite quanto Bolsonaro tem como seu projeto de país trabalhadores cada vez mais precarizados, sem direitos trabalhistas básicos, com um salário de miséria e sem direito a educação!

Nós da Chapa 1 do CADi nos colocamos fortemente contra esses ataques de Leite, que tenta se diferenciar de Bolsonaro mas nesses atos autoritários mostra ao que venho, prestamos nosso apoio e solidariedade a comunidade escolar, estivemos na ocupação e seguiremos acompanhando e lutando em conjunto aos professores, alunos e moradores da comunidade. Chamamos também as entidades estudantis como DCE UFRGS e demais centros acadêmicos da esquerda a levantar uma forte campanha contra o fechamento de escolas e para que sejam as comunidades escolares junto aos trabalhadores que decidam como e quando voltar as aulas presenciais.

É extremamente necessário que a luta pela Escola Estado do Rio Grande do Sul seja uma luta pela educação pública de conjunto mas também contra os projetos privatistas de precarização de Bolsonaro, Leite e Marchezan. Para isso é preciso a aliança da juventude, das comunidades escolares e dos professores com os trabalhadores dos Correios contra a privatização e Rodoviários de POA em campanha contra a demissão de Digão e o corte de salários!"




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