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AUTUAÇÃO PELO MP

Burger King feito sob medida da exploração do trabalho

A rede de fast food Burger King foi flagrado pelo Ministério do Trabalho com jornadas exaustivas de trabalho, irregularidades e descumprimento dos direitos trabalhistas nas filiais de Campinas, em pelo menos 4 há irregularidades e níveis absurdos de exploração do trabalho.

quarta-feira 28 de setembro| Edição do dia

A Gerência Regional do Trabalho de Campinas concluiu no último dia 12, investigação sobre o cumprimento da jornada de trabalho em 4 filiais da rede Burger King. A investigação revelou uma série de irregularidades ocorridas no interregno de janeiro a maio de 2016. Foram registrados excesso de jornada em 162 ocasiões diferentes, prejudicando um total de 41 trabalhadores que foram submetidos a jornadas de até 12 horas e 43 minutos de trabalho, há também casos de falta de descanso em 103 ocasiões, os empregados trabalharam acima de 7 dias sem o repouso semanal, em 109 ocasiões houve descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas para descanso entre duas jornadas, e em 791 ocasiões houve descumprimento do intervalo mínimo de 1 hora para almoço e descanso, chegando a alcançar mais de 15 horas sem pausa para refeição.

Todos esses dados, que impressionam pelo nível de precarização do trabalho, aparecem junto com a notícia de que o lucro do Restaurant Brands, empresa controladora do Burger King, disparou no segundo trimestre desse ano chegando há mais de 90 milhões de dólares, e que o empresário que dirige a proprietária do Burger King, Jorge Paulo Lemann, está na 25ª posição entre os bilionários do mundo, segundo a agência de notícias Bloomeberg, ou seja, para os grandes empresários sobra dinheiro e uma vida de luxo, já para aqueles que são responsáveis pela produção e que deixam suas vidas nas empresas, o que sobra é violação dos direitos de trabalho e baixos salários.

Em razão dos resultados da investigação, as filiais do Burger King foram autuadas pelo Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho foi acionado. Mas a empresa ainda se negou a efetuar o pagamento dos intervalos não concedidos ou concedidos parcialmente, escancarando ainda mais que não se importam com a vida e os direitos dos trabalhadores. Lemann, que tem fortuna estimada em US$ 26,8 bilhões, é um dos que impulsiona o movimento golpista “Vem pra rua”, mostrando para aqueles que não querem ver, quem foi o sujeito do golpe e a quem ele serve. Não à toa o discurso dos golpistas é reformas nas leis trabalhistas, no sentido de atacar ainda mais os trabalhadores, para que nesse momento de crise capitalista, a burguesia siga lucrando.




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