BELO HORIZONTE

Brutal repressão do prefeito Kalil contra camelôs marca início do dia no centro de BH

Em meio a altos índices de desemprego a nível nacional, na manhã de hoje, segunda-feira (3) a Polícia Militar reprimiu brutalmente ambulantes no centro de Belo Horizonte, a mando do prefeito Alexandre Kalil.

segunda-feira 3 de julho| Edição do dia

Bombas de gás e tiros de bala de borracha foram usados contra os trabalhadores ferindo uma mulher e transformando o centro de Belo Horizonte em uma verdadeira praça de guerra.

Veja a ação da polícia:

Um grupo de camelôs realizava nesta segunda-feira uma manifestação contrária às medidas de fiscalização adotadas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Os trabalhadores foram proibidos de comercializar produtos no Hipercentro de Belo Horizonte. Vários camelôs, entre eles, cadeirantes, se manifestavam na esquina da Rua São Paulo com a Rua Carijós após serem informados sobre a proibição do comércio no local hoje e quando foram recebidos pelo Batalhão de Choque da polícia com brutal repressão.

Em entrevista para o portal em.com.br, Cheila Cristina Ribeiro de Almeida, de 25 anos, que trabalha como camelô há 10 anos, estava indignada. Ela vende acessórios para celular. “Tem muito ladrão aí que tá batendo a mão no peito das pessoas e roubando cordão, abrindo bolsa no meio da rua, roubando celular. E camelô não, camelô tá aqui, tá trabalhando”, reclama. “Não tem emprego, gente. Todo mundo tá vendo a crise que o Brasil tá. É um absurdo a gente chegar pra trabalhar e não poder trabalhar”.

A ambulante diz que tem um filho de 2 anos, paga aluguel e que, com o comércio, consegue entre R$ 50 a R$ 100 por dia. Por conta disso, Cheila diz que vai resistir à restrição. “Não monto banca, mas continuo trabalhando. Vou vender na mão, vou continuar trabalhando. Porque eu não vou ver meu filho passar fome. Vou fazer o quê? Vou voltar pra casa sem nenhum centavo, com a geladeira vazia e o armário vazio? Não. Isso aí não vai acontecer, não”.

fotos: Mídia Ninja




Tópicos relacionados

Repressão   /    Violência Policial   /    Belo Horizonte

Comentários

Comentar