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Brutal: Menina de 7 anos morreu desidratada sob custódia da patrulha de fronteira dos Estados Unidos

A consequência da política reacionária anti-imigrante de Donald Trump: uma menina de origem guatemalteca morreu sob custódia da patrulha de fronteira por desidratação e esgotamento.

sexta-feira 14 de dezembro de 2018| Edição do dia

Uma menina de 7 anos foi detida junto a seu pai por agentes de fronteira semana passada logo ao cruzar a fronteira do México com os EUA. Eram parte de um grupo de 163 pessoas do êxodo centro americano, que chegaram ao EUA pelo deserto do Novo México, segundo informação da Oficina de Migração e Aduana e o jornal Washington post.

Haviam se entregado às autoridades norte-americanas para pedir asilo. Vieram de seus países de origem devido à miséria e a violência, consequência da aplicação dos planos neoliberais ordenados por Washington.

A menina que faleceu e seu pai foram detidos em torno das 22 horas do dia 06 de dezembro ao sul de Lordsburg, Novo México. Cerca de 8 horas mais tarde, a menina começou a ter convulsões. Quando recebeu atendimento de primeiros socorros, os atendentes declararam às autoridades que “ao que parece, ela não havia comido e nem consumido água durante vários dias”.

Ela foi transferida de helicóptero ao Providence Children’s hospital em El Paso, onde sofreu uma parada cardíaca e foi reanimada, segundo a agencia: “Porém, a menina não se recuperou e morreu no hospital menos de 24 horas depois de ser transportada”, declararam as autoridades.

No ultimo dia 26 de novembro os agentes de fronteira norte-americanos lançaram gás lacrimogênio contra os imigrantes, adultos e crianças, desarmados. A morte desta menina imigrante revela a face cruel da política anti-imigrante do governo Trump.

A classe trabalhadora e a juventude dos países da região devem repudiar este crime humanitário em que a responsabilidade pela morte dessa menina recai absolutamente sobre o imperialismo norte-americano, com a cumplicidade dos governos do México e países da América Central. É preciso, mais do que nunca, defender o livre deslocamento das pessoas pelos países da região e levantar plenos direitos para todos os imigrantes.




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